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Partido teve o prefeito de Franca e maior bancada na Câmara de Vereadores; agora, nem candidatos
No dia sete de julho, o Jornal da Franca trouxe uma análise sobre a situação atual do PT em Franca. Na ocasião foi publicada matéria sobre o declínio do partido na cidade. Partido este que entre 1997 e 2004 detinha a Prefeitura da cidade e numerosas bancadas na Câmara dos Vereadores.
A anunciada desistência da candidatura do ex-vereador e professor Marcial Inácio, que também presidiu o partido em Franca, a deputado estadual somente confirma o que a matéria antecipava: o PT perdeu muita força.
Marcial decidiu não se expor e tem motivos para isso. Além de não contar com a mínima estrutura e apoio do PT em nível estadual, pesou seu desempenho nas últimas eleições para vereador: mesmo com toda história e currículo, Marcial bateu discretos 740 votos para vereador. Para deputado estadual, obviamente, precisaria de muito mais.
Para deputado federal, sequer chegou a ser cogitada alguma pré-candidatura. Simplesmente, ninguém se manifestou interessado.
Uma história de força
O PT atual é uma vaga lembrança do partido vigoroso, que cresceu junto ao movimento sindical de Franca e se popularizou de maneira rápida, vencendo processos eleitorais difíceis, contra políticos tradicionais, como Gilson de Souza, Sidnei Rocha e Dr. Joaquim.
Mas o PT vive atualmente seus piores dias em Franca, desde sua fundação, no início dos anos 80. Durante a boa fase, o partido governou a cidade por oito anos, com dois mandatos de Gilmar Dominici.
Nas últimas eleições, o PT ficou sem candidato, uma vez que o mesmo Dominici participou do processo eleitoral, mas acabou impugnado Mesmo antes da decisão da Justiça Eleitoral, porém, a campanha não empolgava e nas pesquisas o ex-prefeito aparecia mal colocado.
O juiz eleitoral Luciano Franchi Leme, que indeferiu o registro de sua candidatura, simplesmente jogou uma pá de cal sobre uma tentativa que já se desenhava mal sucedida.
Na Câmara, o cenário não é melhor. Em 2012, o partido elegeu somente Márcio do Flórida, que posteriormente deixou as fileiras do PT e migrou para o PDT.
Mesmo assim, não conseguiu sua reeleição e seu número de votos caiu, mesmo após ele ter feito ferrenha oposição ao ex-prefeito Alexandre Ferreira (Solidariedade).
Em 2016, o desempenho foi ainda pior. Nem mesmo Gilson Pelizaro, que tem um histórico de boas votações, principalmente na zona oeste de Franca, conseguiu se eleger e o partido ficou sem representatividade alguma na Câmara.
Individualmente, Pelizaro até cumpriu com seu papel, obteve perto de 1,9 mil votos, mas mesmo assim ficou longe de uma cadeira, até pelo desempenho ruim da chapa formada pelo Partido dos Trabalhadores em Franca.
O segundo mais votado do PT na ocasião foi Bruxellas, com 896 votos; Marcial Inácio, com 740, e Professora Rita, com 725. O ex-vereador e sindicalista da área calçadista, Paulo Afonso Ribeiro, é exemplo claro da perda de votos petista: obteve parcos 295 votos.