Formação de 20 horas é para professoras e gestoras e enfatiza práticas pedagógicas com foco em equidade étnico-racial e diversidade cultural
O Itaú Social lança o curso “Arte na Educação Infantil”, uma formação autoformativa de 20 horas voltada a professoras, gestoras escolares e demais profissionais que atuam em instituições de Educação Infantil.
A iniciativa tem como objetivo promover a melhoria das práticas pedagógicas em arte na pré-escola, incorporando perspectivas que valorizam a equidade étnico-racial e a diversidade cultural. O acesso é gratuito e está disponível no site da Escola Fundação Itaú.
Dividido em quatro módulos, o curso reúne conteúdos sobre fundamentos pedagógicos da primeira infância, incluindo direitos de aprendizagem, campos de experiência da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e diretrizes de qualidade, além de discutir a pluralidade do conceito de arte e a influência de referências predominantemente europeias na construção de estereótipos.
A formação também contempla o estudo de referências africanas, afro-brasileiras e indígenas, bem como o reconhecimento de saberes comunitários.
Repertório pedagógico
Para Claudia do Nascimento, coordenadora de Soluções Educacionais do Itaú Social, a formação busca ampliar o repertório pedagógico dos profissionais da área.
“A proposta é contribuir para que os profissionais reconheçam a arte como um campo plural, atravessado por diferentes culturas, saberes e formas de expressão, favorecendo experiências de desenvolvimento e aprendizagem mais significativas na etapa inicial da educação básica”, explica.
A proposta inclui ainda práticas voltadas à experimentação artística com diferentes materialidades, ao uso de recursos do cotidiano e à ampliação dos espaços escolares como ambientes de criação e curadoria.
Espaços educativos
Aspectos como o contato com a natureza, a exploração sensorial, o papel do corpo e do movimento, e a valorização do brincar e da imaginação integram os conteúdos trabalhados.
Com abordagem reflexiva, o curso aborda também estratégias de aproximação entre escola, famílias e comunidades, além de práticas que incentivam a ocupação e ressignificação dos espaços educativos por meio de experiências coletivas.
Por ser autoformativo, pode ser realizado no ritmo de cada cursista que, ao final, receberá certificação.