Estudos médicos apontam que a fruta contém uma substância chamada caramboxina, que chama a atenção de especialistas
A carambola, fruta tropical conhecida pelo formato de estrela e sabor refrescante, pode, de fato, representar um risco à saúde para determinadas pessoas — especialmente aquelas que têm problemas renais. Embora seja rica em vitamina C e antioxidantes, o consumo da carambola deve ser feito com cautela em casos específicos.
Estudos médicos apontam que a fruta contém uma substância chamada caramboxina, um tipo de neurotoxina que, em pessoas com funcionamento renal comprometido, não é devidamente filtrada pelo organismo. Quando isso acontece, o composto pode se acumular no sangue e atingir o sistema nervoso, provocando sintomas como confusão mental, soluços persistentes, convulsões e até coma, em situações mais graves.
Mesmo quem não apresenta histórico de insuficiência renal pode sofrer efeitos adversos se consumir a fruta em grande quantidade ou de forma concentrada, como em sucos muito fortes. Os médicos reforçam que, para pessoas saudáveis, o risco é muito baixo, mas que o alerta é fundamental para pacientes renais crônicos ou transplantados, que devem evitar totalmente o consumo.
A carambola, portanto, não é perigosa para todos, mas pode ser altamente tóxica para um grupo específico de pessoas. A recomendação dos especialistas é clara: quem tem doença renal deve retirar a fruta do cardápio e consultar o médico antes de ingerir qualquer produto à base de carambola. Já para o restante da população, a moderação continua sendo a melhor forma de aproveitar seus benefícios sem riscos à saúde.