Sete hábitos comprovados pela ciência que ajudam a reduzir a gordura abdominal

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 30 de novembro de 2025 às 20:00
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Análise de 2.343 pessoas mostrou que quem consome grandes quantidades de bebida alcoólica tem mais centímetros na região da cintura

O excesso de gordura na barriga é um dos incômodos corporais mais comuns — e também um dos mais perigosos. Quando ela se acumula na cavidade abdominal, próximo a órgãos como fígado, estômago e intestino, o risco de infarto, aterosclerose e diabetes tipo 2 dispara.

A solução não está em estratégias mirabolantes, mas em ajustes consistentes na rotina.

Mapeamos sete hábitos alimentares que comprovadamente diminuem a circunferência abdominal. Todos têm respaldo científico — e nenhum funciona sozinho. Para resultados duradouros, é preciso combinar alimentação equilibrada, atividade física e uma boa dose de persistência.

1. Comer mais fibras solúveis

Essas fibras, presentes em cereais, frutas, legumes e leguminosas, absorvem água e formam um gel no estômago que prolonga a saciedade e reduz a ingestão calórica. Elas também diminuem a absorção de gorduras e açúcares.

Um estudo analisou hábitos de 1.114 americanos durante cinco anos e concluiu que a cada 10 gramas de fibras solúveis presentes na dieta, houve uma redução de 3,7% em média da gordura visceral dos voluntários.

2. Não exagerar nas bebidas alcoólicas

Essas fibras, presentes em cereais, frutas, legumes e leguminosas, absorvem água e formam um gel no estômago que prolonga a saciedade e reduz a ingestão calórica. Elas também diminuem a absorção de gorduras e açúcares.

Um estudo analisou hábitos de 1.114 americanos durante cinco anos e concluiu que a cada 10 gramas de fibras solúveis presentes na dieta, houve uma redução de 3,7% em média da gordura visceral dos voluntários.

2. Não exagerar nas bebidas alcoólicas

O álcool é um velho conhecido da gordura abdominal — e a ciência confirma isso. Uma análise de 2.343 pessoas mostrou que quem consome grandes quantidades de bebida alcoólica tem mais centímetros na região da cintura, especialmente ao passar das quatro porções diárias.

Essa tendência se manteve mesmo depois de considerar idade, exercícios e tabagismo, reforçando o impacto do álcool na distribuição da gordura corporal.

3. Ter um cardápio rico em proteína

A proteína dispara a liberação de um hormônio digestivo que aumenta a saciedade e estimula o ganho de massa muscular, elevando o metabolismo.

Pesquisas também mostram que dietas ricas em proteína – como carnes magras, ovos e laticínios – estão associadas a menor acúmulo de gordura abdominal.

Um estudo canadense com 617 pessoas reforçou essa relação: quanto maior a ingestão do nutriente, menor a obesidade abdominal. Nutricionistas e médicos ajudam a encontrar o ponto ideal.

4. Reduzir o consumo de açúcar

O excesso de açúcar está no centro de inúmeras doenças crônicas — de obesidade e diabetes à esteatose hepática.

Uma pesquisa com 559 adolescentes, conduzida nos Estados Unidos, mostrou uma relação direta entre a ingestão elevada de frutose e o aumento da gordura visceral.

E aqui vale um alerta importante: não é só o açúcar refinado que pesa na conta. Mesmo os “açúcares naturais”, como os de mel, também precisam ser consumidos com moderação.

5. Diminuir carboidratos — especialmente os refinados

Reduzir carboidratos costuma ajudar na perda de peso, mas não é necessário adotar dietas extremamente restritivas.

Estudos já demonstraram que trocar carboidratos refinados por versões integrais melhora o metabolismo e diminui a gordura abdominal.

A Universidade Tufts, nos EUA, analisou 2.895 pessoas e encontrou um padrão claro: quem consumia mais carboidratos integrais acumulava menos gordura visceral.

As fibras desses alimentos ajudam a regular o açúcar no sangue e moderar a absorção de gorduras.

6. Consumir alimentos ricos em probióticos

Probióticos equilibram a microbiota intestinal, fortalecem o sistema imune e, segundo pesquisas, podem ajudar na perda de peso.

Tipos como Lactobacillus fermentum e Lactobacillus amylovorus já foram associados à redução de gordura corporal após modificarem a flora intestinal, mostrou um estudo canadense.

7. Comer peixes gordos semanalmente

Salmão, sardinha, anchova, arenque e cavala são fontes potentes de proteína de alta qualidade e ômega 3 — gordura essencial que controla o colesterol, protege o coração, melhora a cognição e aumenta a disposição.

Pesquisas ainda indicam que esses peixes ajudam a reduzir a gordura do fígado e da região central do corpo.

De acordo com uma publicação do portal UOL, um estudo acompanhou adultos suplementados com óleo de peixe e, após seis semanas, registrou aumento da massa magra, queda da gordura corporal e redução do cortisol, o hormônio do estresse.


+ Bem-estar