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Ribeirão Preto bate recorde de pacientes internados em UTIs com Covid-19

  • Nene Sanches
  • Publicado em 11 de março de 2021 às 21:02
  • Modificado em 11 de março de 2021 às 21:02
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Só há 12 vagas disponíveis em hospitais da rede pública em Ribeirão. Das 123 existentes, 111 estão ocupadas, com 92 pacientes utilizando respiradores

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Um dos principais polos de saúde do interior do país, Ribeirão Preto começou o ano de 2021 com 62 pacientes internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) de um total de 99 leitos exclusivos para Covid-19.

Desde então, porém, o cenário se agravou muito e, nesta quinta-feira (11), a cidade bateu recorde de internações devido ao novo coronavírus.

Às 18h30, 208 pessoas estavam internadas em leitos intensivos de dez unidades hospitalares públicas e privadas, o que significa que mais do que triplicaram.

Outras 182 estavam em leitos de enfermaria. As informações são do repórter Marcelo Toledo, da Folhapress.

Embora a ocupação esteja em 90,04%, já há pacientes no polo Covid criado pela prefeitura à espera de vagas em hospitais.

O cenário poderia ser ainda pior não fosse a abertura de leitos em praticamente todos os hospitais.

Dos 99 exclusivos existentes para vítimas de Covid-19 no início do ano, o número cresceu para 231 até esta quinta-feira.

Na primeira onda da pandemia, em 2020, a cidade chegou a ter 250 leitos, mas o total de internados não chegou ao patamar atual.

“Daqui a 30, 45 dias, estaremos numa situação melhor, mas, com toda certeza, posso dizer que estamos no pior momento da pandemia no Brasil, no nosso estado e na nossa cidade. E esse pior momento só pode ser amenizado, com menos sofrimento, com ajuda de todos, indistintamente”, afirmou o prefeito de Ribeirão, Duarte Nogueira (PSDB), em coletiva no Palácio Rio Branco, sede do governo.

Ele citou medidas que a cidade tomará a partir de segunda-feira (15) após o anúncio de mais restrições no estado feito pelo governador João Doria (PSDB) mais cedo, no Palácio dos Bandeirantes.

Só há 12 vagas disponíveis em hospitais da rede pública em Ribeirão. Das 123 existentes, 111 estão ocupadas, com 92 pacientes utilizando respiradores.

Sete dessas vagas estão no HC (Hospital das Clínicas), vinculado à USP (Universidade de São Paulo) e principal hospital num raio de 200 quilômetros. De um total de 52 vagas, 45 estão sendo utilizadas.

Ribeirão registrou até agora 1.318 mortes e 55.995 casos confirmados da doença, sendo 14.168 desses casos em 2021.

Na coletiva realizada na prefeitura, o secretário da Saúde de Ribeirão, Sandro Scarpelini, afirmou que a cidade tem 70 pacientes nas enfermarias, que estão equipadas para iniciar o tratamento até que eles sejam transferidos para leitos hospitalares ou recebam alta.

“Desses, 14% estão intubados, nos respiradores, esperando fluxo para irem para hospitais. Mas a situação é crítica. Desses pacientes, muitos não podem ir para casa porque dependem em algum momento de oxigênio.”

Nogueira afirmou também que a ocupação atual de leitos tem dado uma margem de segurança de 10% em relação às vagas disponíveis, mas que leitos não poderão ser “abertos indefinidamente.”

“Se as pessoas não se conscientizarem e jogarem esse número de internações para baixo, vamos ter gravíssimos problemas, e pode ser com alguém que neste momento está se achando ultra saudável”, disse.


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