Reação é natural do organismo, mas pode se tornar excessiva em certos casos
Muitos não sabem que o nojo é uma das emoções mais básicas do ser humano e está diretamente ligado ao instinto de proteção.
Essa sensação, comum diante de odores fortes, alimentos estragados ou situações consideradas repulsivas, é resultado de uma reação do organismo que busca afastar a pessoa de possíveis riscos à saúde.
No cérebro, a resposta está associada à atividade da ínsula, região responsável por processar emoções e percepções corporais.
Quando algo provoca repulsa, o corpo reage com sintomas físicos como enjoo, náusea, suor frio, caretas involuntárias e até aceleração dos batimentos cardíacos.
Em excesso
Embora o nojo cumpra um papel importante de defesa, evitando a ingestão de substâncias contaminadas ou o contato com ambientes insalubres, em alguns casos essa reação pode se manifestar de forma exagerada.
Pessoas que apresentam sensibilidade extrema podem desenvolver aversões intensas a situações corriqueiras, o que interfere no convívio social ou até mesmo na alimentação.
O que fazer?
Especialistas apontam que, quando o nojo se torna excessivo a ponto de prejudicar a rotina, é possível recorrer a tratamentos.
A psicoterapia é a principal indicação, ajudando a identificar as origens emocionais do problema e a desenvolver estratégias de enfrentamento. Em situações mais graves, pode ser necessária a associação com acompanhamento psiquiátrico.
O importante, segundo médicos, é diferenciar a reação natural de defesa daquela que passa a limitar a qualidade de vida.