Por que sentimos nojo de algumas coisas? Saiba se é doença ou só “mimimi” mesmo!

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 30 de novembro de 2025 às 22:00
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Reação é natural do organismo, mas pode se tornar excessiva em certos casos

Muitos não sabem que o nojo é uma das emoções mais básicas do ser humano e está diretamente ligado ao instinto de proteção.

Essa sensação, comum diante de odores fortes, alimentos estragados ou situações consideradas repulsivas, é resultado de uma reação do organismo que busca afastar a pessoa de possíveis riscos à saúde.

No cérebro, a resposta está associada à atividade da ínsula, região responsável por processar emoções e percepções corporais.

Quando algo provoca repulsa, o corpo reage com sintomas físicos como enjoo, náusea, suor frio, caretas involuntárias e até aceleração dos batimentos cardíacos.

Em excesso

Embora o nojo cumpra um papel importante de defesa, evitando a ingestão de substâncias contaminadas ou o contato com ambientes insalubres, em alguns casos essa reação pode se manifestar de forma exagerada.

Pessoas que apresentam sensibilidade extrema podem desenvolver aversões intensas a situações corriqueiras, o que interfere no convívio social ou até mesmo na alimentação.

O que fazer?

Especialistas apontam que, quando o nojo se torna excessivo a ponto de prejudicar a rotina, é possível recorrer a tratamentos.

A psicoterapia é a principal indicação, ajudando a identificar as origens emocionais do problema e a desenvolver estratégias de enfrentamento. Em situações mais graves, pode ser necessária a associação com acompanhamento psiquiátrico.

O importante, segundo médicos, é diferenciar a reação natural de defesa daquela que passa a limitar a qualidade de vida.


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