Pela 2ª vez, Papa Francisco conduz Via Sacra sem a presença de fiéis pela pandemia

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 2 de abril de 2021 às 23:00
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Celebrações da Semana Santa acontecem com público reduzido e uso obrigatório de máscaras. Europa vive uma terceira onda da Covid-19

Papa Francisco na celebração da Via Crucis – crédito da foto Reuters

 

O Papa Francisco conduz nesta Sexta-Feira Santa (2), a exemplo de como foi no ano passado, uma nova cerimônia de Via-Sacra sem a tradicional multidão de fiéis, na Praça São Pedro, no Vaticano.

Na cerimônia, o pontífice remonta os passos do sofrimento de Jesus antes de ser crucificado.

Este ano, “as crianças e suas cruzes” estiveram no centro da cerimônia.

Crianças foram convidadas para “carregar a cruz” no cenário quase deserto no Vaticano: 14 estações foram colocadas ao redor do obelisco da praça e ao longo do caminho que leva à entrada da Basílica.

Tochas no chão traçaram o caminho, formando uma grande cruz luminosa. A cada etapa do calvário, havia um desenho de uma das crianças e uma oração.

Celebrações restritas

As tradicionais celebrações da Semana Santa acontecem com pouco público e distanciamento obrigatório por causa da pandemia de Covid-19, que tem sua terceira onda na Europa.

Na semana passada, o Vaticano havia confirmado que todos rituais seriam realizados de dentro dos muros da Cidade-Estado sede da Igreja Católica.

Terceira onda

Em meio a uma vacinação lenta contra a Covid-19, diversos países da Europa começaram a enfrentar uma terceira onda de contágios e voltaram a adotar medidas mais restritivas para tentar frear o número de casos e mortes causadas pela doença.

Segundo a Santa Sé, apenas um número limitado de fiéis foi autorizado a comparecer em parte das celebrações, em respeito às medidas sanitárias previstas.

O momento mais importante foi, como no ano passado, montado dentro da Praça São Pedro.

A imagem extraordinária e solitária de Francisco no meio da praça vazia foi emblema, no ano passado, da tragédia mundial, à qual o líder de 1,3 bilhão de católicos se referiu como a “hora mais obscura”.

*Informações G1