Confira 8 erros que você comete ao comprar, lavar e guardar a alface

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 23 de maio de 2026 às 08:30
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Especialistas explicam como escolher, higienizar e armazenar a hortaliça para evitar contaminações e preservar o frescor

Como a alface é consumida crua, sem passar por cozimento, todo o cuidado com a escolha, a lavagem, a higienização é essencial para garantir a segurança do alimento (Foto Arquivo)

 

A alface é uma das folhas mais comuns nas saladas dos brasileiros. Contudo, a escolha e a forma de armazená-la influencia diretamente na crocância e no sabor dos preparos. Outro ponto é a limpeza adequada, essencial para remover microrganismos e evitar eventuais problemas de saúde.

“Os cuidados certos ajudam a garantir tanto a qualidade nutricional quanto a segurança do alimento, conforme orientam os manuais de higiene e manipulação de hortaliças”, descreve Manuela Dolinsky, professora do Departamento de Nutrição e Dietética da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Como a alface é consumida crua, sem passar por cozimento — etapa que reduziria os microrganismos —, todo o cuidado com a escolha, a lavagem, a higienização, a secagem e o armazenamento é essencial para garantir a segurança do alimento”, complementa Dario Centurione, responsável pelo perfil de dicas SOS Alamanaque.

Aqui, você vê os principais erros relacionados a essa verdura para nunca mais ter uma salada com folhas murchas ou estragadas. Confira:

1. Escolher alface pelo tamanho ou preço

Preço, volume e tamanho são algumas das características usadas para escolher a alface no mercado, mas esses não são os melhores critérios.

“Muitas pessoas acabam levando alfaces com folhas murchas, amareladas, escurecidas ou com presença de umidade excessiva, o que indica início de deterioração e maior risco de contaminação microbiológica”, conta Manuela.

“Outros escolhem pelo volume do pé, sem se atentar às folhas internas”, completa Samuel Wesley Alves da Costa, docente da área de gastronomia do Senac São Paulo.

As folhas escolhidas devem apresentar aspecto firme, limpo e íntegro, com textura crocante e coloração característica da variedade. Também é importante observar a ausência de manchas, pontos escuros, partes viscosas ou odor desagradável, sinais que podem indicar deterioração.

O talo deve ser verde-claro — não pode estar murcho nem muito mole.

2. Não se atentar às condições de venda

Outro erro comum é desconsiderar a procedência do produto e as condições de comercialização. A nutricionista sugere que o consumidor observe onde o alimento está sendo comercializado, identificando características como luz e temperatura.

“Alfaces expostas diretamente ao sol, ao chão ou sem refrigeração adequada perdem qualidade nutricional mais rapidamente e podem estar mais suscetíveis à contaminação por microrganismos”, explica Manuela.

3. Lavar a alface apenas com água corrente

A água corrente sozinha não é suficiente para retirar os microrganismos. Outros erros envolvem produtos inadequados, como bicarbonato de sódio, detergente ou vinagre, que não são eficazes para sanitizar alimentos.

“A higienização inadequada da alface pode causar contaminações por microrganismos associados a doenças como hepatite A, toxoplasmose e infecções intestinais, provocando sintomas que vão de diarreia e vômitos a complicações mais graves”, afirma Manuela.

A limpeza adequada deve ser feita com hipoclorito de sódio próprio para higienização de alimentos. Utilize uma colher de sopa para cada litro de água e mantenha a alface submersa por cerca de 10 minutos.

4. Negligenciar etapas importantes da higienização

Além da limpeza em solução clorada, a nutricionista indica outros cuidados: “retirar folhas danificadas, lavar folha por folha em água corrente, deixar de molho em solução clorada e, por fim, enxaguar em água potável”, diz.

5. Lavar no sentido errado

No momento de retirar o excesso de terra ou resíduos visíveis em água corrente, lave da folha para a base. “Dessa forma, a sujeira vai escorrer para fora, e não se acumular na parte que será consumida”, fala Dario.

6. Esquecer de secar a alface

Guardar a alface limpa sem antes secá-la é outro erro comum. “Secar a alface diminui o risco de escurecimento e murchamento”, pontua Samuel.

Armazenar o alimento úmido ainda favorece o crescimento de fungos e bactérias, acelerando o processo de deterioração e reduzindo o tempo de conservação. A recomendação é secar a hortaliça com centrífuga própria ou papel-toalha limpo antes de armazená-la.

7. Armazenar próximo a alimentos crus

Deixar a alface em contato com alimentos crus pode trazer riscos de contaminação cruzada, quando microrganismos presentes em carnes, ovos ou outros alimentos passam para as folhas e comprometem a segurança do consumo.

8. Armazenar de maneira inadequada

“Guardar a alface molhada, abrir o recipiente com frequência e não manter a temperatura adequada da geladeira contribuem para a perda de qualidade”, diz Manuela.

A maneira ideal de guardar as folhas é em um recipiente limpo e seco, com folhas de papel-toalha entre cada camada, o que ajuda a controlar a umidade. Se o papel toalha ficar molhado, troque para que ele não vire um problema. “O ideal é trocar a cada dois ou três dias”, sugere Dario.

“O local mais indicado é a gaveta de hortaliças da geladeira, onde a temperatura e a umidade são mais adequadas”, acrescenta a professora.

Fonte: Casa e Jardim