Uso consciente de ervas ao longo das fases do ciclo menstrual pode aliviar sintomas, equilibrar hormônios e fortalecer o autocuidado feminino
Entenda como adaptar chás às fases do ciclo menstrual pode aliviar sintomas, equilibrar hormônios e promover bem-estar feminino (Foto Arquivo)
Assim como a Lua, o corpo feminino passa por ciclos de expansão, recolhimento, energia e pausa. Respeitar esse ritmo natural é uma forma profunda de autocuidado.
Quando ignorada, essa ciclicidade pode gerar desgaste físico e emocional. Quando escutada, favorece equilíbrio, clareza e bem-estar.
Na tradição ancestral, as ervas sempre foram aliadas da saúde feminina. Cada planta possui propriedades que podem auxiliar nas oscilações hormonais, aliviar desconfortos e apoiar o equilíbrio emocional.
Utilizar chás de forma consciente ao longo do ciclo menstrual tem se tornado um recurso natural e acessível para o cuidado com o corpo.
Ciclo menstrual como guia de autocuidado
O ciclo menstrual é dividido em quatro fases: menstrual, folicular, ovulatória e lútea. Cada etapa apresenta demandas físicas e emocionais específicas. Adaptar o consumo de chás a essas fases pode potencializar benefícios e evitar excessos.
Os hormônios variam ao longo do mês, o que altera energia, humor e necessidades do organismo. Por isso, um chá que ajuda em determinado momento pode não ser o mais indicado em outro. Compreender essa dinâmica torna o cuidado mais eficiente e suave.
Fase menstrual: acolhimento e aquecimento
Durante a menstruação, o corpo passa por um processo inflamatório natural. Há queda hormonal e maior sensibilidade física e emocional. O ideal é priorizar chás que aquecem e aliviam cólicas.
Combinações como gengibre com canela ajudam a reduzir inflamações e melhorar a circulação pélvica, contribuindo para o alívio das contrações uterinas. O efeito é de conforto e relaxamento.
Fase folicular: energia e clareza
Após o sangramento, o estrogênio começa a subir e a disposição aumenta. É uma fase de retomada da energia e foco mental. Chás mais leves e estimulantes são bem-vindos.
A folha de amora pode auxiliar no equilíbrio hormonal, enquanto o alecrim estimula a concentração e a vitalidade. São opções que acompanham momentos de produtividade e novos projetos.
Fase ovulatória: vitalidade e leveza
No período ovulatório, o corpo atinge o auge energético. Também pode haver maior retenção de líquidos e sobrecarga metabólica. Chás com ação depurativa e diurética ajudam a manter o equilíbrio.
O dente-de-leão favorece o funcionamento do fígado e a eliminação de toxinas. Já o hibisco contribui para reduzir o inchaço e promover sensação de leveza corporal.
Fase lútea: calma e equilíbrio emocional
Após a ovulação, a progesterona aumenta e o corpo desacelera. Sintomas de tensão pré-menstrual, como irritabilidade e ansiedade, podem surgir. O ideal é investir em chás calmantes e reguladores.
A folha de framboesa é considerada um tônico uterino natural e pode ajudar a reduzir desconfortos do ciclo. Combinações como erva-doce com passiflora auxiliam no relaxamento, diminuem gases e favorecem o sono.
Forma de preparo influencia os efeitos
O modo de preparo do chá interfere diretamente em seus benefícios. Folhas e flores devem ser infusionadas em água quente, sem fervura. Já raízes e cascas precisam de decocção, com fervura para liberar os compostos ativos.
Evitar açúcar também é recomendado, pois ele pode intensificar processos inflamatórios. Se necessário, pequenas quantidades de mel podem ser utilizadas.
Um ritual de reconexão com o corpo
Mais do que aliviar sintomas, adaptar os chás às fases do ciclo é uma forma de reconexão com o próprio ritmo. O simples ato de preparar e beber a infusão pode se tornar um ritual de pausa e escuta interna.
Quando a mulher aprende a nutrir o ciclo em vez de resistir a ele, o corpo tende a responder com mais equilíbrio, energia e bem-estar ao longo do mês.