Jovens lideranças de campos políticos opostos, vereador e ex-presidente da Câmara e deputado estadual entram na disputa por Brasília
A disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026 terá dez candidatos com base política em Franca, mas apenas dois deles já exercem mandato eletivo: o vereador Daniel Bassi (PSD) e o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL). A informação foi confirmada por levantamentos sobre os candidatos francanos ao Legislativo federal.
Os dois também estão entre os nomes mais jovens da atual disputa e chegam à eleição com experiência concreta no exercício de mandatos. Bassi atua na Câmara Municipal de Franca e já presidiu o Legislativo francano. Aos 36 anos, disputa pela primeira vez uma vaga na Câmara Federal.
Do outro lado do espectro político está Guilherme Cortez. Aos 28 anos, o parlamentar exerce seu primeiro mandato como deputado estadual e foi eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo em 2022, com cerca de 45 mil votos. Agora, decidiu deixar a disputa pela reeleição na Alesp para tentar chegar à Câmara dos Deputados.
A candidatura dos dois coloca frente a frente duas das principais jovens lideranças políticas de Franca, com visões ideológicas bastante distintas. Cortez é um dos principais expoentes da esquerda na política francana e representa o PSOL. Bassi, por sua vez, construiu sua trajetória identificado com posições de centro-direita e com a defesa de pautas associadas ao campo da direita.
Apesar da distância ideológica, há uma característica que aproxima os dois: ambos construíram suas trajetórias a partir de uma atuação parlamentar combativa e marcada pela apresentação de propostas e posicionamentos políticos.
Bassi chega à eleição depois de dois mandatos como vereador, tendo ampliado sua votação de 2020 para 2024 e ocupado a presidência da Câmara Municipal. Entre suas principais bandeiras está a defesa da implantação do Hospital Público Estadual Dom Diógenes em Franca, além de pautas relacionadas à segurança pública, infraestrutura e desenvolvimento regional.
Cortez, por sua vez, ganhou projeção estadual a partir da atuação na Alesp e agora tenta transformar esse espaço conquistado em uma candidatura competitiva para Brasília. O parlamentar afirma que uma das motivações para a mudança de disputa é a necessidade de Franca e região voltarem a ter representação na Câmara dos Deputados.
A eleição coloca, portanto, dois estilos e duas visões políticas antagônicas na mesma corrida. De um lado, Bassi tenta levar para Brasília a experiência acumulada no Legislativo municipal e uma agenda alinhada à direita. De outro, Cortez busca ampliar nacionalmente a atuação construída na Assembleia paulista e se apresenta como uma das principais referências da esquerda na região.
Para Franca, a disputa ganha importância adicional porque a cidade não elege um deputado federal próprio desde 2010. Com dez candidatos na corrida, a presença de dois parlamentares em exercício torna Bassi e Cortez nomes que partem de uma condição diferenciada em relação aos demais concorrentes: ambos já chegam às urnas com mandatos, visibilidade e uma trajetória parlamentar construída.