Perda de eficiência no fígado e nos rins faz o álcool circular por mais tempo e intensifica dores e enjoo no dia seguinte
Ressaca piora com a idade: Entenda por que o corpo sofre mais a partir dos 30 anos (Foto Arquivo)
Se você já passou dos 30 ou 40 anos e percebeu que as consequências de uma ressaca ficaram mais intensas, não é apenas impressão.
Com o passar do tempo, o organismo sofre um processo natural de envelhecimento celular que desacelera a velocidade com que o corpo metaboliza e expulsa as substâncias tóxicas.
A endocrinologista Paula Pires explica que o fígado e os rins — principais órgãos responsáveis pelo processamento do álcool — passam a funcionar de forma menos célere com a idade.
Com isso, o álcool permanece circulando na corrente sanguínea por um período prolongado, estendendo e agravando os sintomas clássicos da ressaca, como fadiga, dores de cabeça, mal-estar e enjoo.
Ritmo do Fígado e Como Prevenir
O fígado humano possui uma capacidade limitada de processamento: ele consegue metabolizar, em média, apenas uma dose de álcool por hora.
Ao ingerir cinco drinques em pouco tempo, por exemplo, o corpo levará pelo menos cinco horas para concluir a filtragem completa de todas as toxinas.
Para amenizar os efeitos e proteger a saúde, especialistas recomendam adotar medidas simples antes, durante e após o consumo:
Hidratação constante: Beba bastante água antes de começar a consumir álcool e intercale cada copo de cerveja ou drink com um copo de água pura;
Alimentação prévia: Nunca beba com o estômago vazio. Fazer uma refeição reforçada reduz e desacelera a absorção do álcool pelo trato intestinal;
Recuperação no dia seguinte: Priorize o descanso, consuma carboidratos de boa qualidade e inclua alimentos ricos em vitamina C no cardápio.
O Papel dos Medicamentos Antirressaca
Muitas pessoas recorrem a comprimidos específicos no dia seguinte. A médica pontua que os chamados pílulas antirressaca contêm combinações de probióticos, minerais, antioxidantes e vitaminas que auxiliam o sistema hepático no processo de metabolização.
Contudo, o consumo equilibrado de água e o descanso permanecem sendo os pilares fundamentais para a recuperação total do organismo.