Gripe ou resfriado? Especialista explica como diferenciar os sintomas e se proteger

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 1 de maio de 2026 às 19:00
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Com a chegada do período mais frio, aumento de doenças respiratórias reforça a importância da vacinação e de cuidados no dia a dia

Com a queda das temperaturas e a maior permanência em ambientes fechados, cresce a circulação de vírus respiratórios no Brasil. Nesse cenário, uma dúvida comum volta a aparecer: como diferenciar gripe de resfriado?

Apesar de semelhantes, as duas condições são causadas por vírus diferentes e têm comportamentos distintos. De acordo com Silvia Nunes Szente Fonseca, médica infectologista e docente do IDOMED, a gripe tende a se manifestar de forma mais intensa e requer maior atenção, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

“A gripe é causada pelo vírus influenza e geralmente começa de forma súbita, com febre alta, dor no corpo e um cansaço importante. Já o resfriado é provocado por outros vírus e costuma ser mais leve, com sintomas como coriza, espirros e nariz entupido”, explica.

A especialista destaca que, embora o resfriado seja geralmente leve em jovens e adultos saudáveis, alguns vírus também exigem atenção.

“O vírus sincicial respiratório, por exemplo, pode causar apenas sintomas leves nesses grupos, mas está associado a quadros graves de bronquiolite em bebês, especialmente nos primeiros seis meses de vida”, alerta.

Como identificar e o que fazer

Na gripe, os sintomas costumam aparecer de forma rápida e mais intensa, com febre alta, dor no corpo e prostração. Nesses casos, o repouso e a hidratação são fundamentais, e a avaliação médica pode ser necessária, principalmente para grupos de risco.

No resfriado, os sintomas são mais leves e progressivos, geralmente concentrados no nariz e na garganta. Medidas como hidratação, repouso e lavagem nasal costumam ser suficientes para a recuperação.

Segundo a especialista, o principal sinal de alerta é a evolução do quadro. “Febre persistente, falta de ar ou piora dos sintomas são indicativos de que é preciso buscar atendimento”.

Ela ressalta que, na prática, nem sempre é possível diferenciar os quadros apenas pelos sintomas. “Existe uma sobreposição, por isso é importante observar a evolução. Em caso de piora ou em pacientes mais vulneráveis, a orientação é procurar atendimento médico”.

Quem pode tomar a vacina da gripe?

A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção e é recomendada para grande parte da população.

Podem se vacinar:

crianças a partir de 6 meses
idosos
gestantes
puérperas
pessoas com doenças crônicas
pacientes oncológicos
profissionais da saúde

Como se prevenir?

Algumas medidas simples fazem diferença no dia a dia:

manter a vacinação em dia
lavar as mãos com frequência
evitar ambientes fechados e pouco ventilados
cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
evitar contato próximo com pessoas com sintomas

No caso dos bebês, especialmente nos primeiros meses de vida, os cuidados devem ser redobrados. Evitar visitas quando estiver com sintomas respiratórios e manter uma boa higiene das mãos antes de qualquer contato são medidas essenciais.

Uma das principais novidades é a ampliação da proteção contra o vírus sincicial respiratório. Gestantes já têm acesso à vacinação gratuita pelo Programa Nacional de Imunizações, o que contribui para proteger também os recém-nascidos nos primeiros meses de vida.

Umidificador ajuda?

O uso de umidificador pode ajudar, principalmente em períodos de ar seco, mas deve ser feito com cuidado.

O ideal é utilizar o aparelho por algumas horas, preferencialmente à noite, mantendo uma distância segura da cama e sem direcionar o vapor diretamente para o rosto.

O excesso de umidade pode favorecer mofo e ácaros, o que pode piorar problemas respiratórios.


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