Um tipo de fraude que tem se espalhado pelo país envolve o envio de mensagens ou abordagens informando sobre a chegada de uma encomenda que nunca foi solicitada.
Conhecido como golpe da encomenda falsa, o esquema geralmente inclui um QR Code, link ou cobrança de uma suposta taxa de entrega.
Ao tentar esclarecer a situação ou liberar o suposto pacote, a vítima acaba fornecendo dados pessoais ou realizando pagamentos indevidos.
Explicação
De acordo com Fernanda Soares, coordenadora do curso de Direito da Estácio, a estratégia não é nova, mas tem ganhado novas versões conforme crescem as compras online e o uso de ferramentas digitais de pagamento.
“O golpe da encomenda falsa ou da taxa de entrega já circula há algum tempo, mas os criminosos adaptam a abordagem conforme as tendências de consumo e as ferramentas disponíveis. Eles exploram situações que parecem comuns, como uma entrega inesperada ou uma promoção, para induzir a vítima a interagir com links ou códigos”, explica.
As abordagens podem ocorrer por diferentes canais, incluindo SMS, WhatsApp, ligações telefônicas ou QR Codes apresentados no momento da suposta entrega. Em muitos casos, a vítima recebe a informação de que há um pacote aguardando pagamento de uma pequena taxa para ser liberado.
“Quando a pessoa escaneia um QR Code desconhecido ou acessa um link enviado por mensagem, pode ser direcionada a páginas falsas que solicitam dados pessoais ou bancários. Em outras situações, o acesso pode levar à instalação de programas maliciosos capazes de capturar informações armazenadas no celular ou computador”, alerta Fernanda.
Informações pessoais
Dados como CPF, RG, data de nascimento, senhas e informações bancárias estão entre os principais alvos dos criminosos. Em alguns casos, as páginas falsas também solicitam pagamentos imediatos, muitas vezes por transferência eletrônica, sob a justificativa de liberar a entrega do suposto produto.
Para evitar cair nesse tipo de fraude, especialistas recomendam desconfiar de qualquer cobrança relacionada a produtos que não foram comprados e evitar escanear códigos ou acessar links de origem desconhecida.
“O principal sinal de alerta é a cobrança vinculada a um produto que a pessoa não adquiriu. Nesses casos, o ideal é não realizar nenhum pagamento e não acessar links enviados por mensagens”, diz Fernanda.
“Caso perceba que forneceu dados por engano, é importante agir rapidamente, alterando senhas de aplicativos bancários, redes sociais e e-mails para reduzir o risco de novos acessos indevidos”, orienta a coordenadora.