Estudos relacionam consumo de bebida alcoólica com a ocorrência de cirrose hepática: metade dos casos
Estudos relacionam consumo de bebida alcoólica com a ocorrência de cirrose hepática: metade dos casos
O álcool é a substância psicoativa de maior consumo no mundo, sendo responsável por cerca de 3,3 milhões de óbitos por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.
No Brasil, estudos apontam que 18,4% da população faz consumo de álcool em quantidade prejudicial à saúde.
O uso nocivo do álcool é sabidamente associado a maior risco de desenvolvimento de doenças hepáticas.
Estima-se que cerca de metade da mortalidade por cirrose hepática esteja relacionada ao consumo dessa substância.
Pouco se sabe, no entanto, sobre a quantidade de consumo de álcool leva a maiores riscos de cirrotização.
Recentemente, durante uma pesquisa, foram analisados 2.629.272 de participantes com 5.505 casos de cirrose hepática. Não foi observado aumento de risco de cirrose entre indivíduos com relato de ingestão ocasional de álcool.
O consumo de um drinque ao dia, em comparação a abstinência alcoólica prolongada, aumentou o risco de cirrose em mulheres, mas não em homens.
O consumo de cinco ou mais drinques ao dia aumentou o risco em ambos os sexos. O risco de desenvolvimento de cirrose foi maior entre mulheres de maneira sustentada.
Ingerir álcool fora das refeições também se associou a maior risco de cirrose, quando comparado a ingestão durante as refeições.
Outros fatores
Diversos outros fatores podem influenciar o desenvolvimento de cirrose, como índice de massa corporal elevado, presença de outra hepatopatia associada, fatores genéticos, presença de diabetes, síndrome metabólica, entre outros.
Apesar da nítida relação entre o uso de álcool e o desenvolvimento de cirrose, novos estudos devem ser realizados antes que se possa estabelecer uma faixa de consumo seguro. E se realmente existe essa faixa.