Seus filhos vão estudar em outra cidade? Veja dicas que facilitam a vida dos pais

  • Robson Leite
  • Publicado em 22 de setembro de 2025 às 19:00
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CEO da Uliving traz guia prático que também garante uma transição tranquila para os adultos responsáveis pelos estudantes

Segundo o último “Censo de Educação Superior”, de 2023, cerca de 1,4 milhão de alunos matriculados em cursos presenciais de graduação se mudam das cidades de origem para estudar.

Esse tipo de mudança é desafiadora não apenas para os estudantes, mas também para pais e responsáveis, especialmente quando não planejam a transição de forma eficiente.

“Definitivamente as famílias podem se esforçar para garantir que as necessidades acadêmicas e pessoais dos filhos sejam melhor atendidas na ida à universidade, o que traz mais tranquilidade para esse cenário desconhecido”, diz Ewerton Camarano, CEO da Uliving, pioneira no conceito de student housing no país.

Pensando em ajudar os pais e responsáveis que estão passando por esse momento, o especialista preparou um guia prático com cinco dicas essenciais. Confira:

Planejamento financeiro

Um dos pontos que mais geram insegurança nas famílias é a questão financeira. Além das mensalidades, há custos com moradia, alimentação, transporte, materiais, dentre outros. Por essa razão, criar um orçamento conjunto é um caminho excelente para estabelecer limites e prioridades.

“Ter clareza sobre o dinheiro que entra e sai evita surpresas no fim do mês e dá tranquilidade aos familiares para que o jovem viva essa experiência sem apertar o bolso”, afirma Camarano.

Escolha da moradia ideal

Outra preocupação dos adultos responsáveis pelos universitários que saem de casa é a moradia estudantil. Dentro desse aspecto, estabelecimentos com controle de acesso, próximos a grandes centros universitários e que disponibilizam serviços essenciais são indispensáveis nessa procura.

“Acomodações confortáveis e áreas de estudo, trabalho e lazer, por exemplo, vão ajudar o jovem em toda a jornada acadêmica, melhorando a trajetória como um todo. Além disso, é preciso pensar nas pessoas que irão conviver com o calouro, pois isso tende a ter um grande impacto, principalmente no período de adaptação. Considerar um local onde ele vá conviver com outras pessoas que estejam vivenciando o mesmo momento e que tenha uma estrutura de acolhimento, pode ser decisivo”, acrescenta o CEO.

Apoio emocional

A distância é um dos fatores que mais despertam sentimentos de ansiedade e insegurança para familiares e estudantes. Apesar disso, é fundamental que as famílias estabeleçam formas de manter contato com o aluno e que, ao mesmo tempo, incentivem a independência.

“A ida à faculdade não precisa ser uma jornada solitária para ninguém”, reforça o especialista. “Seja com uma videochamada ou visitas pontuais, todos devem se apoiar ainda mais nesse processo, reduzindo a distância emocional entre as duas partes”, complementa.

Organização e logística

Entre a empolgação e a correria, documentos importantes e itens básicos muitas vezes acabam esquecidos. Uma dica básica é separar tudo com antecedência e montar um checklist para facilitar a chegada do estudante à nova cidade.

“Um aluno que esquece documentos pessoais e remédios de uso contínuo, por exemplo, pode complicar o começo da jornada acadêmica e ainda preocupar os pais”, pontua Camarano. “Cuidados simples em relação à organização e à logística evitam dores de cabeça no futuro”, ressalta.

Desenvolver autorresponsabilidade

Para muitos alunos, a vida universitária traz responsabilidades que antes ficavam sob os cuidados da família, como cozinhar, cuidar da roupa e manter o espaço pessoal limpo.

O CEO da Uliving destaca a importância do desenvolvimento de um senso de responsabilidade antes dessa mudança de fase. “O estudante precisa entender que ele é o responsável pelos seus atos, sendo que esse é um aprendizado que começa em casa”, explica.

No entanto, Camarano também lembra que nem todas as respostas para os desafios que virão serão simples, o que não é motivo para desespero.

“Problemas não vão deixar de existir no novo lar do jovem ou na casa dos pais. O que muda é a forma como cada um escolhe lidar com eles — e esse é o verdadeiro amadurecimento desta etapa”, finaliza.


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