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Maior deficiência é justamente no CDP de Franca, que tem 627 a mais do que sua capacidade suporta
Em meio à crise carcerária e ao medo de potenciais rebeliões e massacres seis cadeias da região de Franca (centros de detenção provisória, penitenciárias femininas e masculinas e um centro de progressão) apresentam um quadro que não difere – salvas mínimas exceções – do quadro que existe no resto do País.
Pesquisa realizada pelo Jornal da Franca nos CDP – Centros de Detenção Provisória – de Franca, Ribeirão Preto e Serra Azul, no CPP – Centro de Progressão Penitenciária – de Jardinópolis e nas duas Penitenciárias (Feminina e Masculina) de Ribeirão Preto – mostra que há excesso de 1.010 presos além da capacidade das unidades.
A maior deficiência é justamente no CDP de Franca, que tem capacidade para 847 presos, mas abriga hoje (19/01), 1.474 detentos, ou seja, 627 a mais do que sua capacidade.
A segunda maior superlotação está no CDP de Ribeirão Preto, capacidade de 586 homens, abrigando ontem, 912, com superlotação de 326.
Os números só são bons no CDP de Serra Azul (região de Ribeirão Preto) que tem capacidade para 856 presos e estava nesta quarta-feira (18), com 828, com vagas em aberto para mais 28 detentos.
O único Centro de Progressão Penitenciária – CPP – da região, o de Jardinópolis, que registrou fuga em massa no ano passado, também tem vagas em aberto, com capacidade para mais 53 pessoas.
O CPP Jardinópolis abrigava, nesta quarta-feira (18), 1027 presos, enquanto tem capacidade para 1080, portanto com vagas em aberto para mais 53 detentos.
As duas únicas penitenciárias da região, ambas em Ribeirão Preto, vivem situações diferentes.
A feminina tem 12 vagas em aberto (capacidade de 114 vagas, mas com 102 ocupadas).
A masculina de Ribeirão tem capacidade para 108 presos, mas abrigava ontem, 165, ou seja, excesso de 57 detentos.
Os levantamentos do Jornal da Franca foram feitos junto aos relatórios da SAP – Secretaria de Administração Penitenciária, do Governo do Estado de SP.
As cadeias públicas, como de Franca (feminina) e Batatais não constam das estatísticas da SAP, pois estão sob a responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública (SSP).