Coronavírus: estado de São Paulo ultrapassa 3 mil mortes e declara luto oficial

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 6 de maio de 2020 às 14:12
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:41
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Estado tem 3.045 mortes por Covid-19 e mais 8.601 pacientes internados, entre casos suspeitos e confirmados

O estado de São Paulo chegou nesta quarta-feira (6) à marca de 3 mil mortes confirmadas pelo novo coronavírus, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. 

O governador João Doria (PSDB) decretou luto oficial em todo o estado de São Paulo a partir desta quinta-feira (6).

São 3.045 óbitos confirmados por exame laboratorial, um aumento de 7% em relação aos números de terça-feira (5). 

O número de casos confirmados no estado é de 37.853, valor 10% superior ao registrado na terça.

Ao anunciar os dados oficiais em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, disse que os paulistas “precisam tomar muito cuidado” e que aqueles que não respeiram a quarentena estão “brincando com a sorte”.

Há ainda 8.601 pacientes internados, entre casos confirmados e suspeitos, que aguardam resultado do teste de Covid-19. 

Desses mais de 8 mil pacientes internados, 3.404 estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 5.197 estão em enfermarias.

O isolamento no estado de São Paulo na terça-feira se manteve em 47%, segundo dados divulgados pelo governo do estado nesta quarta. Na capital, o número também se manteve em 48%.

Em ambos os casos, o índice está bem abaixo da média mínima desejada para qualquer análise futura sobre isolamento social, de acordo com o governador de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, Zona Sul de São Paulo nesta quarta.

O coordenador do Centro de Contingência para Covid-19, David Uip, disse durante a coletiva que o achatamento e o pico da curva de número de casos dependem de um isolamento de no minimo 55%.

“Nós estamos vendo de um lado uma frouxidão do sistema de isolamento e de outro lado a necessidade, pela quantidade de infectados, de aumentarmos a taxa de isolamento”. 

“A única arma que nós temos é o isolamento social. Nós não temos medicamentos, nós não temos vacinas e nem teremos a curto prazo, então é absolutamente fundamental que a população continue se sacrificando. Neste momento é necessário e é a única alternativa.”

Os dados são contabilizados pelo Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do Governo de São Paulo, que analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social no combate à pandemia de coronavírus.


+ Cotidiano