Estudos publicados em revistas científicas renomadas apontam benefícios contra sintomas depressivos leves a moderados.
Depressão e transtornos de humor pressionam milhões de pessoas e mobilizam novas estratégias de cuidado pela ciência. Nesse contexto, três plantas medicinais se destacam por mecanismos distintos e convergentes: hipérico, rhodiola e açafrão.
A proposta não substitui tratamento médico, mas amplia opções complementares baseadas em dados. Evidências publicadas em periódicos de referência sustentam os efeitos dessas espécies sobre humor, estresse e inflamação.
Estudos revisados descrevem compostos bioativos que modulam neurotransmissores, respostas ao estresse e vias inflamatórias. Ainda assim, especialistas recomendam o acompanhamento de um psiquiatra ou médico com foco em fitoterapia para ajustar riscos e interações.
Três plantas terapêuticas para aliviar a depressão
Pesquisas apontam linhas de ação que, em conjunto, impactam sintomas depressivos leves a moderados. Compreender cada eixo facilita decisões informadas e uso responsável. Veja os pilares descritos na literatura científica recente.
Ação de inibição da recaptação de neurotransmissores.
Efeito adaptogênico que reduz o estresse.
Propriedade anti-inflamatória e antioxidante.
1. Hipérico (Hypericum perforatum)
Conhecido como Erva-de-São-João, o hipérico reúne hipericina e hiperforina, que modulam a recaptura de serotonina, dopamina e noradrenalina. Desse modo, usuários relatam melhora de humor em quadros leves a moderados.
Uma revisão publicada no prestigiado Journal of the American Medical Association (JAMA) detalha essa eficácia.
2. Rhodiola (Rhodiola rosea)
A rhodiola concentra rosavin e salidrosida, associados ao efeito adaptogênico que ajuda o corpo a lidar com estressores. Assim, estudos descrevem redução de cortisol, menor fadiga mental e melhor desempenho sob pressão.
Um trabalho no Phytotherapy Research, de 2017, reforça esses desfechos.
3. Açafrão (Crocus sativus)
O açafrão reúne crocina e safranal, que atuam como anti-inflamatórios e antioxidantes, com impacto direto na neuroinflamação associada à depressão. Além disso, há modulação de neurotransmissores e neuroproteção.
Uma meta-análise no Journal of Affective Disorders descreve resultados comparáveis a antidepressivos sintéticos.
Orientações de uso responsável
Esses recursos podem complementar dieta e hábitos saudáveis, porém exigem prudência clínica. Portanto, discuta com um profissional para avaliar interações medicamentosas, contraindicações e metas terapêuticas.
Por fim, evite automedicação e ajuste expectativas ao perfil do seu caso.
De acordo com uma publicação do portal Capitalist, a combinação de evidências científicas sustenta potencial que hipérico, rhodiola e açafrão têm de contribuir com a administração de transtornos mentais. Porém, o uso de nenhuma delas dispensa um tratamento guiado por avaliação médica individualizada.