Nutricionista explica porque o consumo diário de azeite extra virgem é um dos pilares da dieta mediterrânea e como incorporá-lo à rotina
Pequenas escolhas feitas diariamente à mesa têm impacto direto na saúde, na energia e na qualidade de vida ao longo do tempo.
Segundo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a adoção de uma alimentação baseada em gorduras boas, como as presentes no azeite de oliva extra virgem, é fundamental para a prevenção de doenças crônicas e para a promoção do bem-estar.
De acordo com o vídeo postado em colaboração entre a marca italiana de azeite Filippo Berio e a nutricionista Martina Spina, a dúvida sobre a dose diária ideal é recorrente, mas a recomendação é clara: cerca de três colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem por dia.
“Esta é uma quantidade que se encaixa perfeitamente em uma dieta equilibrada e que traz benefícios cardiovasculares e metabólicos. O azeite extra virgem é um pilar da dieta mediterrânea, um dos padrões alimentares mais saudáveis do mundo”, explica.
Respaldo científico
A indicação da especialista é amplamente respaldada pela ciência. O consumo regular de azeite de oliva extra virgem é um dos principais fundamentos da dieta mediterrânea, padrão alimentar reconhecido por organismos internacionais de saúde por sua associação à longevidade e à redução do risco de doenças cardiovasculares.
O estudo PREDIMED, conduzido na Espanha e publicado no New England Journal of Medicine, demonstrou que uma dieta mediterrânea suplementada com azeite de oliva extra virgem reduz significativamente a incidência de infarto, AVC e outras condições cardíacas.
Outras evidências científicas reforçam esses achados. Uma revisão publicada na revista Nutrients indica que o consumo diário de azeite de oliva extra virgem está associado à melhora do perfil lipídico, à redução do estresse oxidativo e ao controle de inflamações sistêmicas.
Como reforça Martina, o azeite é uma fonte valiosa de gorduras boas e antioxidantes: “Esses elementos não devem ser demonizados, mas usados com equilíbrio para potencializar a saúde”.
Para que todos esses benefícios sejam preservados, a nutricionista destaca que a forma de consumo e o armazenamento são determinantes:
Consumo Preferencial:
“Use o azeite, de preferência, cru”, orienta a Martina. Isso garante que os antioxidantes e gorduras sensíveis ao calor não se degradem.
A Escolha no Mercado:
Martina ressalta a importância da embalagem. “Escolha sempre frascos escuros. Eles protegem o azeite da exposição à luz, que é um dos principais fatores de oxidação.
Armazenamento em Casa:
O ideal é conservar o produto em local fresco, longe de fontes de calor (como o fogão) e sem incidência direta de luz, preservando todas as suas propriedades originais.
“O uso do azeite é um pequeno gesto diário, mas que tem um grande impacto na saúde. A constância é o que transforma o bem-estar a longo prazo”, afirma a nutricionista.
Segundo Eduardo Casarin, diretor da Filippo Berio no Brasil, “a Filippo Berio é uma marca italiana reconhecida mundialmente e está ligada à cultura do azeite como parte de uma alimentação cotidiana, equilibrada e consciente”, diz o executivo.
Segundo ele, o papel da empresa “vai além do produto, envolve também informar o consumidor sobre escolhas mais saudáveis, desde a qualidade do azeite até a forma correta de consumo e do seu armazenamento”, complementa o executivo.
Ao adotar o hábito de consumir cerca de três colheres de sopa diárias de azeite de oliva extra virgem e fazer escolhas mais saudáveis desde o momento da compra até o consumo, é possível cuidar do coração, melhorar a disposição e investir em saúde de forma simples, acessível e comprovada pela ciência.