Hipertensão afeta 1 em cada 4 brasileiros adultos, diz Ministério da Saúde

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 26 de abril de 2019 às 23:22
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:31
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Infarto e acidente vascular cerebral têm como principal fator de risco a hipertensão arterial

Oitenta e quatro mortes por hora, 829 por dia e mais de 302 mil
em todo o ano de 2017. Esses são os números das doenças cardiovasculares
como infarto e acidente vascular cerebral no Brasil e que têm como principal
fator de risco a hipertensão arterial. De acordo com o Ministério da Saúde, a
pressão alta afeta um em cada quatro brasileiros adultos. 

No Dia Nacional de Combate à Hipertensão, lembrado na
sexta, 26 de abril, o ministério alertou que o consumo excessivo de sódio,
principal componente do sal, aumenta o risco de hipertensão e doenças do
coração. Dois terços do consumo de sal pela população brasileira vêm do
sal adicionado direto no prato.

Os números mostram que o brasileiro consome mais que o dobro –
quase 12 gramas (g) – da quantidade recomendada pela Organização Mundial de
Saúde (OMS).

Dados do ministério revelam ainda que, embora 90% dos homens e
70% das mulheres consumam mais sal do que o máximo recomendado, 85,1% dos
brasileiros adultos consideram seu consumo de sal adequado.

Prevenção e diagnóstico

Para o combate à hipertensão, o ministério recomenda a adoção de
um estilo de vida saudável desde a infância até a terceira idade e a realização
dos exames de saúde rotineiros pelo menos uma vez no ano. A prática de
exercícios físicos é outro hábito recomendado pela pasta.

Tratamento

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece medicamentos
para hipertensão em unidades básicas de saúde e em cerca de 31 mil unidades
farmacêuticas credenciadas ao programa Farmácia Popular.

Para retirar os remédios, é preciso apresentar um documento de
identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade (120
dias). A receita pode ser emitida por um profissional da rede pública
ou de hospitais e clínicas privadas.