Geração Z prefere pagar do que trocar lâmpada ou calibrar pneu

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 31 de agosto de 2025 às 12:00
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Muitos jovens adultos estão dispostos a desembolsar dinheiro para que terceiros façam pequenas tarefas domésticas e reparos básicos

Muitos jovens adultos estão dispostos a desembolsar dinheiro para que terceiros façam pequenas tarefas domésticas e reparos básicos (Foto Universal.org)

 

Trocar uma lâmpada parece algo simples, certo Mas a Geração Z, formada pelos nascidos entre 1997 e 2012, prefere gastar uma boa quantia para chamar alguém em vez de resolver sozinha.

Uma pesquisa revelou que muitos jovens adultos estão dispostos a desembolsar mais de nove mil reais por ano para que terceiros façam pequenas tarefas domésticas e reparos básicos.

O que antes era faça você mesmo agora é faça para mim

Durante muito tempo, trocar resistência de chuveiro, instalar um quadro na parede ou calibrar pneus era visto como parte da rotina de qualquer pessoa.

Hoje, esse comportamento vem mudando. O que antes era cultura do faça você mesmo se transformou em uma tendência do faça para mim.

O sumiço das ferramentas do dia a dia

Quer um exemplo curioso Um quinto da Geração Z não sabe o que é uma chave inglesa e quase um terço não reconhece uma chave de fenda.

E mais de vinte por cento não conseguem trocar uma lâmpada sozinhos, seja por medo de altura ou de levar choque.

O carro também ficou mais complicado

O desinteresse não para dentro de casa. Apenas um terço dos jovens consegue identificar a bateria do carro.

Muitos pagam para calibrar pneus ou até mesmo instalar a palheta do limpador de para-brisa, que levaria menos de dois minutos para trocar.

Quanto custa essa praticidade

Enquanto a Geração Z chega a gastar o equivalente a mais de nove mil reais por ano para resolver pequenos reparos, a Geração X desembolsa menos de três mil e os Baby Boomers pouco mais de mil e oitocentos.

A diferença mostra como a habilidade manual está se perdendo entre os mais jovens.

Curiosidade extra

Você sabia que durante a Segunda Guerra Mundial muitos adolescentes eram treinados a consertar bicicletas, rádios e motores básicos como parte da rotina escolar.

Hoje, em muitos países, essas disciplinas de oficinas manuais desapareceram, o que pode explicar a queda na prática do faça você mesmo.

E no Brasil

Por aqui a tendência ainda não se consolidou. Muitas seguradoras oferecem pacotes que incluem pequenos reparos domésticos, mas a demanda ainda é equilibrada entre diferentes gerações.

Mesmo assim, o cenário abre espaço para que empresas criem soluções sob medida para um público que prefere gastar a se arriscar com ferramentas.

Fonte: Já Imaginou Isso?