Internações por infarto em menores de 40 anos subiram 180%; cardiologista alerta sobre maus hábitos e estresse
Infarto e AVC crescem entre jovens: veja causas, sinais de alerta e como proteger o coração (Foto Arquivo)
As doenças cardiovasculares continuam liderando as causas de mortalidade no país, mas um dado acendeu o alerta das autoridades médicas: o aumento expressivo de casos entre adultos jovens. Dados do Ministério da Saúde apontam que as internações por infarto em brasileiros com menos de 40 anos saltaram 180% nas últimas duas décadas.
Para o cardiologista Carlos Rassi, coordenador de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, o avanço precoce do Acidente Vascular Cerebral (AVC) e do infarto reflete a degradação dos hábitos de vida cotidianos.
A combinação de sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados, obesidade, estresse crônico, tabagismo, uso de cigarros eletrônicos (vapes), anabolizantes, drogas ilícitas e casos precoces de diabetes tipo 2 tem levado jovens aos hospitais com quadros graves.
Mito do Biohacking e Sinais Silenciosos
Em relação à busca por atalhos com suplementos e estratégias de biohacking, o médico reforça que não há evidências científicas de que essas técnicas superem a prevenção clássica.
Fatores como o estresse persistente — que pode elevar o risco cardiovascular em até 30% — e distúrbios do sono (como ronco e apneia obstrutiva) agem como vilões silenciosos.
Sinais sutis que antecedem eventos graves e costumam ser ignorados pelos mais jovens incluem:
– Falta de ar ou tontura ao realizar esforços físicos;
– Cansaço persistente e palpitações sem causa aparente;
– Dor na mandíbula ou nas costas durante exercícios;
– Disfunção erétil de origem vascular.
A orientação é realizar avaliações cardiológicas antes dos 40 anos, sobretudo para quem tem histórico familiar de doenças do coração.
5 Medidas Essenciais para Proteger o Coração
Confira as diretrizes comprovadas para garantir a saúde cardiovascular:
Pratique atividades físicas: Cumpra ao menos 150 minutos de exercícios moderados ou 75 minutos intensos por semana para controlar a pressão, o peso, o colesterol e a glicemia;
Monitore fatores de risco: Faça exames periódicos para acompanhar a pressão arterial, taxas de açúcar no sangue e lipídios;
Cuide do sono e da mente: Busque tratamento para ronco ou apneia e adote hábitos que reduzam a liberação contínua de cortisol e adrenalina pelo estresse;
Investigue sintomas iniciais: Não ignore dores atípicas, cansaço extremo ou alterações físicas durante o esforço;
Evite soluções milagrosas: Não substitua alimentação equilibrada e acompanhamento médico por promessas de suplementações sem comprovação.