Iguaria tipicamente brasileira e que caiu nas graças da população que preza pela boa forma por ser livre de glúten, a tapioca tem origem indígena e, segundo registros, foi descoberta em Pernambuco. Feita com a fécula da mandioca, também conhecida como goma de tapioca, que ao ser espalhada numa frigideira quente, aglutina-se formando uma espécie de panqueca ou crepe fino e seco.
Os recheios são os mais variados possíveis, o que vale é a criatividade na hora da combinação dos sabores, porém os mais tradicionais no Norte e no Nordeste do país são o de coco e de queijo coalho. Presunto com muçarela, tomate, queijo e manjericão; morangos e Nutella; doce de leite com coco; carne seca acebolada e queijo coalho, frango com requeijão cremoso são apenas uma das sugestões mais consumidas como recheio dessa iguaria de sabor único.
A tapioca era a base de alimentação de alguns povos indígenas até a chegada dos portugueses e a consequente colonização brasileira. Pouco tempo depois da colonização, os portugueses que tiveram contato mais direto com os hábitos e costumes dos índios, perceberam que a tapioca servia muito bem como alternativa ao consumo dos pães aos quais estavam acostumados e dessa forma o seu consumo foi se espalhando entre os povos, principalmente do Norte e Nordeste do país, onde na agricultura, uma das culturas predominantes era a mandioca.
Saudável e nutritiva, a tapioca não contém sódio nem gordura e está livre de glúten. Fácil e rápida de fazer, ela pode até mesmo se tornar o prato principal de uma refeição dependendo do recheio escolhido.
Em 2006, a tapioca recebeu o título de Patrimônio Cultural e Imaterial da cidade de Olinda, em Pernambuco.