Caminhar por 20 minutos ou tirar soneca melhora a memória, mostra estudo internacional (Foto Arquivo)
Um estudo recente publicado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, revelou que caminhar ou dormir por uma hora e meia durante o dia pode aumentar em até 22% a regeneração neural.
A pesquisa buscou alternativas para combater os impactos da privação de sono, problema que afeta entre 20% e 40 da população global e prejudica severamente a retenção de memórias de longo prazo.
Para chegar aos resultados, 54 voluntários saudáveis entre 18 e 35 anos foram divididos em três grupos de monitoramento em laboratório:
Grupo 1: Praticou 20 minutos de ciclismo indoor com 80% da frequência cardíaca máxima (incluindo aquecimento e desaquecimento);
Grupo 2: Realizou um cochilo de 90 minutos;
Grupo 3: Permaneceu sentado na bicicleta por 20 minutos sem pedalar (grupo de controle).
Resultados do Teste de Memória
Após as intervenções, os participantes foram submetidos a testes de reconhecimento com 150 imagens. O desempenho refletiu diretamente os benefícios das práticas:
O Grupo 2 (soneca) liderou o reconhecimento com 57% de acertos, relatando forte redução da fadiga mental;
O Grupo 1 (exercício) acompanhou de perto com 56% de acertos, protegendo a memória sem gerar custo energético extra ou esgotamento;
O Grupo 3 (sedentário) obteve apenas 46% de aproveitamento, evidenciando que cérebros privados de sono realizam um esforço exaustivo e ineficiente para processar informações.
O Mecanismo Cerebral por Trás dos Hábitos
Os pesquisadores detalharam como cada hábito atua na recuperação cognitiva:
O poder do descanso: Dormir reduz drasticamente as atividades de ondas frontais e delta pré-estímulo — marcadores diretos de fadiga neural e cansaço acumulado —, além de ampliar a plasticidade sináptica e a capacidade de aprendizado;
A dinâmica do exercício: A atividade física mantém o cérebro ativo, inibe o estresse neural e eleva o componente P300, que é a onda elétrica diretamente associada à atenção e à velocidade de processamento de dados do órgão.
Fonte: CNN




