Água e café aparecem entre as bebidas associadas à longevidade. Entenda o que se sabe sobre esses hábitos e por que o vinho exige cautela
Pequenas escolhas do dia a dia podem contribuir para uma vida mais saudável, e a alimentação está entre os fatores estudados por pesquisadores da longevidade.
Em uma publicação recente, Dan Buettner, especialista nas chamadas Zonas Azuis — regiões conhecidas pela presença de pessoas que vivem muitos anos — destacou três bebidas comuns: água, café e vinho tinto.
A lista, divulgada pelo portal Notícias ao Minuto com base em informações da Fox News, reúne hábitos observados em algumas populações longevas. Isso, porém, não significa que essas bebidas, por si só, garantam uma vida mais longa.
Água ajuda a manter o organismo hidratado
A água é essencial para o funcionamento do corpo. Ela participa da regulação da temperatura, do transporte de nutrientes e de diversos processos fisiológicos.
A quantidade necessária varia conforme fatores como idade, atividade física, alimentação e temperatura ambiente. Por isso, não existe um número único de copos adequado para todas as pessoas.
Manter a hidratação ao longo do dia é um hábito importante, especialmente durante períodos de calor ou após atividades físicas.
Café tem compostos estudados pela ciência
O café contém cafeína e compostos vegetais, como os polifenóis, que vêm sendo investigados por seus possíveis efeitos no organismo.
Estudos observacionais encontraram associações entre o consumo habitual de café e determinados indicadores de saúde. Entretanto, esses resultados não provam que a bebida seja responsável por aumentar a expectativa de vida.
A tolerância à cafeína também varia. Em pessoas mais sensíveis, o consumo pode provocar ansiedade, palpitações e dificuldades para dormir. A quantidade e o horário devem considerar essas reações individuais.
Vinho tinto não deve ser tratado como receita para viver mais
Buettner também menciona o vinho tinto, associado a hábitos de algumas populações estudadas. No entanto, observar o consumo de uma bebida em regiões longevas não comprova que ela seja responsável pela longevidade.
A Organização Mundial da Saúde alerta que o álcool aumenta o risco de diversos tipos de câncer. Portanto, não é recomendável começar a beber com a intenção de obter benefícios à saúde.
Longevidade depende de um conjunto de hábitos
As chamadas Zonas Azuis incluem regiões como Okinawa, no Japão, e a Sardenha, na Itália. As pesquisas sobre essas populações consideram não apenas a alimentação, mas também atividade física, relações sociais e outros aspectos do cotidiano.
Mais do que apostar em uma bebida específica, a orientação é manter uma alimentação variada, hidratação adequada, sono regular e atividade física compatível com as condições individuais. A longevidade saudável resulta de um conjunto de fatores, e não de uma fórmula isolada.
Fonte: Notícias ao Minuto




