Consumo de proteínas cresce no Brasil, mas suplementos não são necessários para todos. Veja quais alimentos são fontes de proteína e quando a suplementação pode ser indicada
A proteína ganhou espaço nas prateleiras dos supermercados e na rotina de quem busca mais saúde e qualidade de vida. No Brasil, entre janeiro e outubro de 2025, o consumo de whey protein cresceu 124%, enquanto as vendas de iogurtes proteicos avançaram 16%, segundo dados atribuídos à Scanntech e à McKinsey.
A expansão acompanha uma mudança na percepção sobre o nutriente, antes associado principalmente à prática esportiva e ao ganho de massa muscular.
Agora, a proteína também aparece nas discussões sobre envelhecimento saudável, manutenção da força e preservação da capacidade funcional.
Segundo a nutricionista Camila Dias, da Black Skull, esse movimento reflete uma preocupação crescente com a saúde ao longo da vida.
Envelhecimento e emagrecimento ampliam o interesse
O envelhecimento da população é um dos fatores que ajudam a explicar a procura por alimentos ricos em proteína. Com o passar dos anos, preservar a massa muscular é importante para manter a força, a mobilidade e a autonomia nas atividades cotidianas.
Outro fator é a popularização dos medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, utilizados no tratamento da obesidade. Durante o emagrecimento, parte da massa perdida pode ser muscular, o que torna importante acompanhar a alimentação e a preservação dos músculos.
Nesse contexto, produtos como whey protein, bebidas proteicas, iogurtes, barras e outros lanches ganharam visibilidade. Mas a maior oferta desses itens não significa que todas as pessoas precisem consumir suplementos.
Proteína também está na alimentação cotidiana
Carnes, ovos, leite e derivados, feijão, lentilha e outras leguminosas são fontes de proteína que podem fazer parte de uma alimentação equilibrada.
A quantidade necessária varia conforme fatores como idade, condições de saúde, rotina de atividades físicas e objetivos individuais.
Por isso, a suplementação pode ser útil em algumas situações, mas não é uma exigência para quem já consegue atender às próprias necessidades por meio da alimentação.
A orientação profissional ajuda a avaliar se há necessidade de aumentar o consumo do nutriente e qual estratégia faz sentido para cada pessoa.
Com a popularização dos alimentos proteicos, o principal cuidado é não confundir tendência de mercado com necessidade nutricional.
Mais proteína não significa, automaticamente, mais saúde: o que importa é a quantidade adequada, a qualidade da alimentação e as necessidades de cada indivíduo.
Fonte: Saúde em Dia




