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Saiba o que é o fenômeno “jamais vu”, o contrário de “déjà vu”

Trata-se de uma sensação mais rara, sobre a qual os pesquisadores ainda não sabem muita coisa.

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Saiba o que é o fenômeno “jamais vu”, o contrário de “déjà vu”
Shocked bearded male recieves unexpected news from friend, clasps hands near face, opens mouth widely, expresses surprisement, isolated on white background. People, emotions, reaction concept
A sensação de ‘jamais vu’ é o contrário da conhecida ‘déjà vu” – foto Freepik

 

É provável que, em algum momento da vida, todos nós tenhamos experimentado o “déjà vu”, que é aquela sensação de já ter estado antes num lugar específico, com as mesmas pessoas em uma mesma situação que está se repetindo.

Mas também existe o fenômeno oposto, o “jamais vu”, que descreve a impressão de não conhecer algo ou algum lugar com o qual temos familiaridade. Trata-se de uma sensação mais rara, sobre a qual os pesquisadores ainda não sabem muita coisa.

As diferenças entre o “jamais vu” e o “déjà vu”

Segundo os investigadores dos processos cognitivos, o “jamais vu” pode ser um sinal da mente de que alguma coisa ou situação se tornou automática.

Ele pode acontecer, por exemplo, quando um músico experiente esquece como tocar uma música que conhece bem ou quando esquecemos de uma rota que percorremos frequentemente.

O déjà vu e o jamais vu foram estudados por cientistas da Universidade de Grenoble, na França, e da Universidade de St. Andrews, na Escócia.

Eles acreditam que as duas situações ocorram quando há uma espécie de processamento errado das memórias pelo cérebro.

“O fenômeno surge quando a parte do cérebro que detecta a familiaridade se dessincroniza com a realidade. Déjà vu é o sinal que alerta para essa estranheza: é uma espécie de ‘verificação de fatos’ do sistema de memória”, afirmaram Akira O’Connor, da Universidade de St. Andrews, e Christopher Moulin, da Universidade de Grenoble.

Para entender o jamais vu, eles conduziram um experimento com 94 pessoas que recebiam o comando de escrever as mesmas 12 palavras várias vezes.

Foi também pedido aos voluntários que fizessem isso com muita rapidez e depois descrevessem como se sentiam.

Na maior parte das respostas, os voluntários descreveram a sensação como “estranha”. Isso costumava acontecer ao fim de 33 repetições da mesma palavra.

O que as pessoas relataram era que, quanto mais olhavam para as palavras, mais elas pareciam desconhecidas. A pesquisa acabou vencendo o curioso prêmio IgNobel.

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Por que isso acontece?

De acordo com os pesquisadores, o jamais vu ocorre por uma espécie de fadiga do nosso sistema cognitivo.

“O jamais vu é um sinal de que algo se tornou muito automático, muito fluente, muito repetitivo. Isso nos ajuda a ‘sair’ do nosso processamento atual, e a sensação de irrealidade é, na verdade, uma verificação da realidade”, escreveram.

O trabalho levou cerca de 15 anos para ser publicado, e envolveu várias etapas. Em uma delas, partia-se do palpite de que quando as pessoas escrevem várias vezes as mesmas palavras (como em um castigo da escola), elas acabam as estranhando e tendo a sensação de que não seriam reais.

Só que os pesquisadores, na verdade, se deram conta que não estavam descobrindo algo novo. Em 1907, Margaret Floy Washburn, que é uma das fundadoras da psicologia, já havia relatado um experimento executado com seus alunos no qual descrevia a “perda do poder associativo” quando as palavras eram observadas fixamente durante três minutos.

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Portanto, se você acha que já teve alguma sensação desse tipo com uma palavra ou uma situação vivida, saiba que não é uma mera coincidência: pode ser um sinal de cansaço do seu cérebro.

*Informações Mega Curioso

Autor

Dayse Cruz

Redação · Jornal da Franca

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Atualizado 21/09/2026 22h30
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