Vermelha, laranja, amarela, verde, roxa ou azul. Além de deixarem as refeições mais coloridas e atrativas, as diferentes tonalidades das frutas também podem dar pistas sobre a presença de determinados pigmentos e compostos naturais que desempenham funções importantes no organismo.
A relação entre cor e nutrientes não significa, porém, que todas as frutas de uma determinada tonalidade tenham exatamente as mesmas propriedades. A composição varia de acordo com cada alimento. Ainda assim, observar a diversidade de cores pode ser uma maneira simples de estimular uma alimentação mais variada.
Vermelho
Frutas vermelhas, como morango, melancia, goiaba e tomate — este último botanicamente considerado um fruto — são fontes de diferentes compostos antioxidantes. O vermelho pode estar associado à presença de licopeno, especialmente no tomate e na melancia, além de outros pigmentos presentes em diferentes alimentos.
Muitas frutas dessa tonalidade também fornecem vitamina C, fibras e outros compostos bioativos, contribuindo para uma alimentação equilibrada.
Laranja e amarelo
Mamão, manga, laranja, mexerica e maracujá são exemplos de frutas que ajudam a compor esse grupo. As tonalidades amarelas e alaranjadas podem estar relacionadas à presença de carotenoides, alguns dos quais podem ser convertidos pelo organismo em vitamina A.
A vitamina A participa de funções importantes, como a manutenção da visão, da pele e do sistema imunológico. Frutas cítricas, por sua vez, são conhecidas pelo conteúdo de vitamina C, nutriente que também participa do funcionamento adequado do sistema imunológico e da formação de colágeno.
Verde
Abacate, kiwi, limão, uva verde e algumas variedades de maçã fazem parte desse grupo. A coloração verde está relacionada principalmente à presença de clorofila, mas também pode coexistir com outros pigmentos e compostos antioxidantes.
O kiwi, por exemplo, é fonte de vitamina C, enquanto o abacate se destaca pela presença de gorduras insaturadas, fibras e outros nutrientes.
Roxo e azul
Uva roxa, ameixa, amora, mirtilo e açaí apresentam tonalidades intensas associadas principalmente às antocianinas, pigmentos que pertencem ao grupo dos flavonoides e possuem ação antioxidante.
Esses compostos são estudados por seu possível papel na proteção das células contra os danos provocados pelos radicais livres. As frutas desse grupo também podem fornecer fibras e outras vitaminas e minerais.
Branco
Banana, pera, maçã de polpa clara e frutas como a lichia também têm espaço em uma alimentação variada. Embora não apresentem cores tão intensas quanto as frutas vermelhas ou roxas, isso não significa que sejam menos nutritivas.
A banana, por exemplo, fornece potássio, carboidratos e fibras, enquanto pera e maçã contribuem para o consumo de fibras e outros compostos presentes nos vegetais.
Quanto mais colorido, melhor?
A variedade é um dos principais pontos. Em vez de escolher sempre a mesma fruta, alternar entre diferentes cores ao longo da semana aumenta a diversidade de nutrientes e compostos bioativos consumidos.
Uma alimentação equilibrada não depende de uma fruta específica ou de um único nutriente. O ideal é combinar diferentes frutas, verduras e legumes, aproveitando a variedade natural de cores, sabores e nutrientes.
Por isso, transformar o prato em uma espécie de arco-íris pode ser mais do que uma questão estética: a diversidade de cores ajuda a lembrar que diferentes alimentos oferecem diferentes combinações de nutrientes importantes para a alimentação cotidiana.




