Posso recuperar o sono perdido dormindo 12 horas seguidas? Veja resposta da Ciência

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 9 de agosto de 2026 às 19:30
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Cientistas alertam que o “débito de sono” acumulado na semana não se apaga no fim de semana; irregularidade no descanso afeta o coração e a memória

Entenda por que dormir 12 horas seguidas não apaga o sono perdido e saiba como proteger seu relógio biológico (Foto Arquivo)

 

Passar a semana dormindo poucas horas e tentar compensar o déficit na manhã de sábado é um hábito comum, mas considerado ineficaz pela ciência.

A ideia de que uma longa noite de sono elimina a privação acumulada é um mito: o organismo registra a falta de descanso na forma de “débito de sono”, prejuízo acumulativo que não se recupera de uma só vez.

Segundo Kimberly Fenn, professora de cognição e neurociência da Universidade Estadual de Michigan, em entrevista ao The Washington Post, o débito de sono representa a diferença entre as horas necessárias para o corpo funcionar e as horas efetivamente dormidas.

A recomendação dos médicos é manter entre sete e nove horas diárias de descanso para garantir o equilíbrio biológico.

Efeitos do Débito Acumulado e Riscos à Saúde

A falta crônica de descanso atinge a memória, a capacidade de concentração, o humor e o sistema imunológico.

O médico Ulysses Magalang, diretor do Programa de Medicina do Sono da Universidade Estadual de Ohio, destaca que privações duradouras aumentam o risco de pressão alta, doenças cardíacas, AVC, inflamações crônicas e resistência à insulina.

Mudar drasticamente os horários no fim de semana prejudica o ritmo circadiano — o relógio biológico que regula hormônios, digestão e metabolismo.

Estudos indicam que pessoas com rotinas de sono muito irregulares têm 26% mais chances de sofrer eventos cardiovasculares graves e apresentam maior risco de mortalidade prematura.

Cochilos Curtos São Alternativa para a Rotina

Para lidar com dias pontuais de cansaço sem desajustar o relógio interno, especialistas recomendam evitar tardes inteiras na cama e apostar em estratégias mais equilibradas:

Manter a rotina de despertar: Se houver necessidade de dormir um pouco mais, o limite deve ser de até uma hora além do horário habitual de acordar;

Apostar em cochilos de 20 minutos: Cochilos breves ao longo do dia renovam a energia, o humor e a atenção sem atingir o estágio de sono profundo.

Períodos prolongados de cochilo durante o dia tendem a gerar inércia do sono — sensação de tontura e cansaço maior ao despertar —, agravando o mal-estar em quem já sofre com privação crônica.

Fonte: Época Negócios


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