A cor do quarto afeta o sono? Saiba como os tons das paredes influenciam o humor

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 20 de setembro de 2026 às 19:30
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Especialistas explicam como a escolha das tintas afeta emoções, descanso e energia; cores frias e tons pastel são os mais indicados para quartos e áreas de relaxamento

Seu quarto tem a cor certa? Descubra como o tom das paredes afeta o humor, o sono e o descanso, segundo especialistas em psicologia e design (Foto Arquivo)

 

Na hora de escolher a cor das paredes de casa, o planejamento vai muito além de combinar os móveis com a decoração. Considerar as emoções e sensações que cada tonalidade desperta é essencial, pois seres humanos e animais reagem de maneiras distintas ao ambiente.

Segundo a psicóloga Bárbara Ayub, da equipe Psicointegral, as cores provocam respostas profundas que afetam diretamente o estado de espírito.

De forma geral, as cores dividem-se em dois grandes grupos:

Cores quentes (como amarelo e vermelho): Associadas ao fogo, estimulam o sistema nervoso, gerando energia, exaltação e vivacidade;

Cores frias (como azul, violeta e verde): Atuam de forma mais sedativa, promovendo tranquilidade e passividade, embora tonalidades excessivamente frias possam provocar certa sensação de melancolia.

No entanto, especialistas ressaltam que o efeito das cores não é absoluto. Contextos culturais, vivências e a inteligência emocional de cada indivíduo moldam essa percepção — como na Índia, onde o laranja pode estar associado ao budismo e à calma.

Qual Cor Escolher para Cada Ambiente?

O segredo para uma boa escolha está em alinhar a cor ao propósito do cômodo:

Quartos e áreas de descanso: Especialistas recomendam cores frias, tons pastel, terrosos suaves, bege, areia ou cinza claro.

Pintar todas as paredes de um quarto com cores vibrantes e estimulantes (como vermelho ou preto) pode gerar tensão, irritabilidade e dificultar o sono;

Salas de estar e jantar: Ambientes compartilhados que permitem maior versatilidade. Designers sugerem bases neutras (branco, bege, cinza ou marrom) combinadas com toques de cor na decoração (como almofadas e acessórios em verde ou azul);

Cozinhas e espaços de atividade: Cores quentes como laranja e vermelho funcionam bem onde os sentidos e a energia são mais exigidos.

Para a designer de interiores Fátima Bandeira, definir a paleta ideal envolve entender o que a família deseja vivenciar em cada espaço, unindo gostos pessoais, dimensões do cômodo e a iluminação natural para criar uma harmonia visual em toda a residência.

Fonte: O Globo


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