Especialistas explicam como a escolha das tintas afeta emoções, descanso e energia; cores frias e tons pastel são os mais indicados para quartos e áreas de relaxamento
Seu quarto tem a cor certa? Descubra como o tom das paredes afeta o humor, o sono e o descanso, segundo especialistas em psicologia e design (Foto Arquivo)
Na hora de escolher a cor das paredes de casa, o planejamento vai muito além de combinar os móveis com a decoração. Considerar as emoções e sensações que cada tonalidade desperta é essencial, pois seres humanos e animais reagem de maneiras distintas ao ambiente.
Segundo a psicóloga Bárbara Ayub, da equipe Psicointegral, as cores provocam respostas profundas que afetam diretamente o estado de espírito.
De forma geral, as cores dividem-se em dois grandes grupos:
Cores quentes (como amarelo e vermelho): Associadas ao fogo, estimulam o sistema nervoso, gerando energia, exaltação e vivacidade;
Cores frias (como azul, violeta e verde): Atuam de forma mais sedativa, promovendo tranquilidade e passividade, embora tonalidades excessivamente frias possam provocar certa sensação de melancolia.
No entanto, especialistas ressaltam que o efeito das cores não é absoluto. Contextos culturais, vivências e a inteligência emocional de cada indivíduo moldam essa percepção — como na Índia, onde o laranja pode estar associado ao budismo e à calma.
Qual Cor Escolher para Cada Ambiente?
O segredo para uma boa escolha está em alinhar a cor ao propósito do cômodo:
Quartos e áreas de descanso: Especialistas recomendam cores frias, tons pastel, terrosos suaves, bege, areia ou cinza claro.
Pintar todas as paredes de um quarto com cores vibrantes e estimulantes (como vermelho ou preto) pode gerar tensão, irritabilidade e dificultar o sono;
Salas de estar e jantar: Ambientes compartilhados que permitem maior versatilidade. Designers sugerem bases neutras (branco, bege, cinza ou marrom) combinadas com toques de cor na decoração (como almofadas e acessórios em verde ou azul);
Cozinhas e espaços de atividade: Cores quentes como laranja e vermelho funcionam bem onde os sentidos e a energia são mais exigidos.
Para a designer de interiores Fátima Bandeira, definir a paleta ideal envolve entender o que a família deseja vivenciar em cada espaço, unindo gostos pessoais, dimensões do cômodo e a iluminação natural para criar uma harmonia visual em toda a residência.