Tensão muscular pode ser um dos primeiros sinais da ansiedade, diz massoterapeuta

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 29 de julho de 2026 às 18:00
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Veja como o estresse se manifesta fisicamente e saiba da importância de reconhecer sinais antes que eles comprometam a qualidade de vida

A rotina acelerada, a pressão constante no trabalho e o excesso de estímulos têm tornado o estresse e a ansiedade parte do cotidiano de milhões de brasileiros.

Embora os efeitos emocionais sejam amplamente conhecidos, o que muitas pessoas ainda ignoram é que o corpo costuma ser um dos primeiros a manifestar os impactos desse desgaste.

Dores na região cervical, ombros rígidos, tensão na mandíbula, desconforto na lombar e até dores de cabeça frequentes podem estar relacionados ao aumento dos níveis de estresse.

Em muitos casos, esses sintomas são tratados apenas com medicamentos, sem que a origem do problema seja observada.

Dores musculares

Para o massoterapeuta cubano Reynier Rodriguez, o corpo funciona como um importante indicador do estado emocional.

“É muito comum receber pessoas que procuram atendimento por causa de dores musculares e, durante a conversa, descobrimos que elas estão vivendo períodos intensos de ansiedade, excesso de trabalho ou preocupações constantes. O corpo registra esse acúmulo de tensão antes mesmo de a pessoa perceber o quanto está sobrecarregada emocionalmente”, explica.

Segundo Reynier, quando o organismo permanece em estado de alerta por longos períodos, a musculatura tende a permanecer contraída de forma contínua, favorecendo dores persistentes e limitações nos movimentos.

“O estresse prepara o corpo para reagir a situações de perigo, mas quando esse mecanismo permanece ativado por semanas ou meses, os músculos deixam de relaxar completamente. É nesse momento que surgem desconfortos que acabam fazendo parte da rotina de muitas pessoas.”

Relaxamento muscular

O especialista ressalta que reconhecer esses sinais precocemente é fundamental para evitar que pequenas tensões evoluam para quadros mais complexos.

“Muitas pessoas acreditam que sentir dor no pescoço, nos ombros ou na lombar é algo normal por causa da rotina. Não é. A dor é uma forma de comunicação do organismo e merece atenção. Quanto antes ela é investigada, maiores são as chances de evitar que o problema se torne crônico.”

Além do acompanhamento médico e psicológico quando indicado, Reynier explica que práticas voltadas ao relaxamento muscular podem contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida.

“A massoterapia não trata a ansiedade, mas pode auxiliar na redução das tensões musculares provocadas pelo estresse, favorecer o relaxamento, melhorar a percepção corporal e complementar outras estratégias de cuidado. O mais importante é entender que saúde mental e saúde física caminham juntas.”

O corpo fala

Para o especialista, o maior desafio ainda é fazer com que as pessoas deixem de enxergar o estresse apenas como uma questão emocional.

“O corpo sempre encontra uma forma de mostrar quando algo não vai bem. Aprender a ouvir esses sinais é uma maneira de cuidar da saúde de forma mais completa, antes que o desgaste emocional comece a comprometer também a qualidade de vida física


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