Estudo internacional revela que a qualidade do sono, incluindo os estágios REM e profundo, está associada à prevenção de mais de 80 doenças
Mais do que contabilizar apenas as horas passadas na cama, a qualidade do descanso e a proporção de cada estágio do sono exercem um impacto determinante sobre a saúde. É o que aponta um estudo internacional publicado em setembro, que analisou dados de 95.559 participantes acompanhados ao longo de um período médio de nove anos.
Os voluntários utilizaram dispositivos de monitoramento por sete dias consecutivos, permitindo que os cientistas calculassem detalhadamente os padrões reais de sono e avaliassem o surgimento de novas condições clínicas.
O Papel do Sono REM e do Sono Profundo
Os resultados revelaram que períodos mais longos de sono REM — fase ligada à atividade onírica e à consolidação da memória — estiveram associados a um menor risco de 83 doenças, incluindo patologias complexas como demência, insuficiência cardíaca e doença de Parkinson.
Por sua vez, o sono profundo apareceu correlacionado à redução no risco de sete condições, destacando-se o controle do diabetes tipo 2 e a prevenção de quadros de depressão grave.
Em contrapartida, hábitos marcados por despertares frequentes durante a noite e alta irregularidade nos horários elevaram a vulnerabilidade a transtornos de ansiedade.
A Duração Ideal e Fatores de Risco
O levantamento também reforçou a importância da duração total do descanso. O menor risco global de adoecimento concentrou-se na faixa de seis a oito horas diárias de sono.
No extremo oposto, dormir menos de cinco horas por noite elevou drasticamente a vulnerabilidade clínica, mostrando associação com o aumento de risco para 37 condições de saúde.
Embora o estudo tenha caráter observacional — mapeando associações sem estabelecer uma relação direta de causa e efeito —, os dados evidenciam que preservar a constância e a qualidade do sono é um pilar essencial para a longevidade.
Fonte: Metrópoles




