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FGTS será liberado para abater as dívidas de financiamentos imobiliários

  • Teo Barbosa
  • Publicado em 13 de maio de 2021 às 11:00
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Para usar esse tipo de abatimento nas dívidas é necessário que o trabalhador possua conta no FGTS há mais de três anos.

A partir do mês de agosto, os trabalhadores com saldo no FGTS poderão usar o valor para prestações ou saldo devedor de financiamento imobiliário.

A nova modalidade estará disponível para contratos no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), de até R$ 1,5 milhão.

O uso do FGTS para quitar imóveis financiados já é uma realidade.

Porém, só é possível para contratos no Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Nesse, o limite estabelecido também é de R$ 1,5 milhão, porém apresenta juros limitados.

Dessa maneira, agora será permitida a quitação com o FGTS de financiamento imobiliário pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), de até R$ 1,5 milhão.

A decisão foi aprovada na última terça-feira (11) pelo Conselho Curador do FGTS.

Dessa maneira, entrará em vigor em 90 dias.

Segundo o portal FDR, que divulgou a notícia, esse prazo serve para que as instituições financeiras se adaptem ao novo serviço e possam oferecer aos seus clientes. Com isso, estará disponível a partir de agosto.

Para usar esse tipo de abatimento nas dívidas é necessário que o trabalhador possua conta no FGTS há mais de três anos.

Além disso, o recurso do Fundo de Garantia só poderá ser usado no pagamento do primeiro imóvel.

Até 80% do imóvel

De acordo com a medida, será possível liquidar até 80% do valor das parcelas por até 12 meses.

Outra possibilidade é usar o valor disponível para reduzir o saldo devedor do imóvel. Além disso, será mais fácil fazer a portabilidade do contrato usando o FGTS.

Com isso, os clientes podem buscar juros e condições de pagamentos melhores.

Sem prejuízo

Todas essas vantagens não causarão prejuízos para o Fundo de Garantia, segundo o Conselho Curador.

Para conseguir manter os recursos foi definido que o juro anual não poderá ser menor que 6%.

Dessa maneira, terá uma queda de mais de 2%, já que atualmente os financiamentos com recurso do Fundo cobram taxa máxima de 8,16%.

O Conselho não informou uma projeção de como essa nova medida irá impactar no Fundo de Garantia.