Sentiu dores depois do treino? Saiba diferenciar o desconforto muscular de possíveis lesões e confira cuidados para prevenir problemas durante a atividade física
Sentir os músculos doloridos depois de uma atividade física pode acontecer, principalmente quando o treino é mais intenso ou envolve movimentos aos quais o corpo ainda não está acostumado.
Mas nem toda dor deve ser encarada como parte natural do exercício. Em algumas situações, o desconforto pode indicar uma lesão que exige avaliação profissional.
O ortopedista Plínio Linhares alerta que o excesso de esforço, o aumento repentino da intensidade dos exercícios e a falta de preparo estão entre os fatores que podem favorecer lesões musculares.
Entre os problemas mais comuns estão os estiramentos, que acontecem quando as fibras musculares são submetidas a uma tensão maior do que conseguem suportar. A gravidade varia de acordo com a extensão da lesão, podendo provocar desde desconforto até perda significativa de força.
Como diferenciar dor muscular de uma possível lesão?
A dor muscular que aparece horas depois de uma atividade física, especialmente após um treino novo ou mais intenso, pode fazer parte da resposta do organismo ao esforço. Em geral, ela melhora gradualmente com a recuperação.
Já uma dor súbita, localizada e intensa durante o exercício merece mais atenção, principalmente quando vem acompanhada de sensação de fisgada, perda de força ou dificuldade para continuar o movimento.
Outros sinais que justificam avaliação médica incluem:
– Inchaço ou aparecimento de hematomas;
– Dificuldade para movimentar uma região do corpo;
– Perda de força muscular;
– Dor que persiste, piora ou não melhora com o descanso;
– Instabilidade ou inchaço nas articulações.
Se a dor for intensa, houver deformidade ou a pessoa não conseguir apoiar o membro ou realizar movimentos básicos, é importante procurar atendimento médico com urgência.
Sete cuidados para reduzir o risco de lesões
A prevenção começa antes do treino e continua durante a recuperação. Algumas medidas ajudam o corpo a se adaptar aos exercícios e a suportar melhor o esforço.
1. Aumente a intensidade aos poucos
Elevar bruscamente o peso, a velocidade, a distância percorrida ou o número de repetições pode sobrecarregar músculos e articulações. A progressão deve respeitar o condicionamento e a capacidade individual.
2. Faça um aquecimento antes da atividade
Começar com movimentos leves e aumentar gradualmente a intensidade prepara o organismo para o exercício. O aquecimento deve ser adequado à modalidade praticada.
3. Fortaleça a musculatura
O treinamento de força, realizado com orientação e técnica adequadas, contribui para melhorar a capacidade muscular e preparar o corpo para as exigências das atividades físicas.
4. Respeite o tempo de recuperação
O descanso também faz parte do treinamento. Repetir esforços intensos sem recuperação suficiente pode favorecer o acúmulo de fadiga e aumentar o risco de lesões.
5. Observe a execução dos movimentos
A técnica correta ajuda a evitar sobrecargas desnecessárias. Quando houver dúvidas sobre a postura ou a execução de um exercício, vale pedir orientação a um profissional de educação física.
6. Cuide da hidratação, da alimentação e do sono
Beber água, manter uma alimentação adequada e dormir bem são fatores importantes para a recuperação do organismo e para a continuidade da prática esportiva.
7. Não ignore os sinais do corpo
Dor persistente, perda de força e cansaço excessivo não devem ser tratados como obstáculos que precisam ser vencidos a qualquer custo. Interromper o exercício e buscar orientação quando necessário pode evitar o agravamento de um problema.
Pessoas mais velhas também precisam se exercitar
Com o envelhecimento, pode ocorrer redução da massa e da força muscular, processo que, quando significativo, pode estar relacionado à sarcopenia. A condição pode dificultar tarefas cotidianas, como levantar de uma cadeira, subir escadas e caminhar.
Isso não significa que pessoas mais velhas devam evitar atividades físicas. Pelo contrário: exercícios adequados às condições de saúde e realizados com orientação ajudam a preservar a força, o equilíbrio e a autonomia.
O cuidado está em adaptar a atividade às necessidades individuais, respeitar os limites e aumentar a intensidade gradualmente.
A prática regular de exercícios traz benefícios importantes para a saúde, mas não exige que a pessoa conviva com dores persistentes.
Treinar com planejamento, descansar adequadamente e procurar avaliação diante de sinais de alerta são atitudes fundamentais para manter a atividade física de forma segura.
Fonte: CNN




