Cinema do SESC Franca apresenta 3 documentários sobre povos indígenas, em agosto

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 2 de agosto de 2026 às 18:00
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Os filmes articulam narrativas Munduruku, Yanomami e Kaiowá com lutas por territórios e resistência ao garimpo ilegal

A Queda do Céu (Foto: Divulgação)

O Sesc Franca apresenta três documentários sobre povos indígenas durante o mês de agosto, em sessões gratuitas às terças-feiras, às 19h30, no Teatro.

O primeiro deles, neste dia 4 de agosto, é exibido Amazônia, a Nova Minamata?, que acompanha a luta do povo Munduruku contra o garimpo de ouro em seu território.

No dia 18 de agosto, A Queda do Céu retrata o povo Yanomami durante o ritual funerário Reahu, funcionando como crítica ao garimpo ilegal.

No dia 25 de agosto, Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá apresenta a busca pela reunião familiar e as lutas dos povos Tikmũ’ũn e Kaiowá.

A retirada de ingressos acontece uma hora antes de cada sessão.

Os três filmes, lançados em 2024, articulam narrativas de povos indígenas brasileiros em diálogo com questões territoriais, ambientais e políticas.

Amazônia, a Nova Minamata? (Foto: Divulgação)

O filme documenta a contaminação por mercúrio decorrente do garimpo ilegal na Amazônia.

A Queda do Céu coloca a cosmologia Yanomami e a crítica xamânica ao garimpo no centro da narrativa, mesclando beleza visual com força política.

Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá mescla dimensões pessoais e históricas, conectando a busca por reunião familiar às lutas pelos territórios indígenas.

Juntos, os filmes reafirmam a importância de ouvir as vozes indígenas e reconhecer suas lutas pela sobrevivência e preservação de seus modos de vida.

 

Amazônia, a Nova Minamata?, dirigido por Jorge Bodanzky, acompanha a saga do povo Munduruku para conter o impacto do garimpo de ouro em seu território ancestral.

O filme revela como a contaminação por mercúrio ameaça os habitantes de toda a região amazônica.

A Queda do Céu

O filme, dirigido por Eryk Rocha e Gabriela Cunha, retrata a comunidade Watoriki durante o ritual funerário Reahu.

Baseado nas palavras do xamã e líder Davi Kopenawa, o documentário funciona como crítica xamânica ao garimpo ilegal e às epidemias trazidas por forasteiros.

O filme coloca em primeiro plano a cosmologia Yanomami e os espíritos xapiri, destacando sua força.

Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (Foto: Divulgação)

O filme dirigido por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, acompanha a cineasta e sua irmã Maiza em busca do pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas durante a ditadura militar.

O filme mescla narrativas pessoais e históricas, conectando a jornada da reunião familiar às lutas dos povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios.

Serviço:

exibição | AMAZÔNIA, A NOVA MINAMATA?

Dir.: Jorge Bodanzky.

BRA, 2024, 75 min.

Data: 4 de agosto. Terça, 19h30.

Classificação indicativa: 10 anos

Local: Teatro do Sesc Franca

Grátis | Legendas | Ingressos 1h antes

exibição | A QUEDA DO CÉU

Dir.: Eryk Rocha e Gabriela Cunha

BRA/FRA/ITA, 2024, 108 min.

Data: 18 de agosto. Terça, 19h30.

Classificação indicativa: 12 anos

Local: Teatro do Sesc Franca

Grátis | Legendas | Ingressos 1h antes

exibição | YÕG ÃTAK: MEU PAI, KAIOWÁ

Dir.: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero, Luisa Lanna.

BRA, 2024, 94 min.

Data: 25 de agosto. Terça, 19h30.

Classificação indicativa: Livre

Local: Teatro do Sesc Franca

Grátis | Ingressos 1h antes