Os filmes articulam narrativas Munduruku, Yanomami e Kaiowá com lutas por territórios e resistência ao garimpo ilegal
A Queda do Céu (Foto: Divulgação)
O Sesc Franca apresenta três documentários sobre povos indígenas durante o mês de agosto, em sessões gratuitas às terças-feiras, às 19h30, no Teatro.
O primeiro deles, neste dia 4 de agosto, é exibido Amazônia, a Nova Minamata?, que acompanha a luta do povo Munduruku contra o garimpo de ouro em seu território.
No dia 18 de agosto, A Queda do Céu retrata o povo Yanomami durante o ritual funerário Reahu, funcionando como crítica ao garimpo ilegal.
No dia 25 de agosto, Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá apresenta a busca pela reunião familiar e as lutas dos povos Tikmũ’ũn e Kaiowá.
A retirada de ingressos acontece uma hora antes de cada sessão.
Os três filmes, lançados em 2024, articulam narrativas de povos indígenas brasileiros em diálogo com questões territoriais, ambientais e políticas.
Amazônia, a Nova Minamata? (Foto: Divulgação)
O filme documenta a contaminação por mercúrio decorrente do garimpo ilegal na Amazônia.
A Queda do Céu coloca a cosmologia Yanomami e a crítica xamânica ao garimpo no centro da narrativa, mesclando beleza visual com força política.
Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá mescla dimensões pessoais e históricas, conectando a busca por reunião familiar às lutas pelos territórios indígenas.
Juntos, os filmes reafirmam a importância de ouvir as vozes indígenas e reconhecer suas lutas pela sobrevivência e preservação de seus modos de vida.
Amazônia, a Nova Minamata?, dirigido por Jorge Bodanzky, acompanha a saga do povo Munduruku para conter o impacto do garimpo de ouro em seu território ancestral.
O filme revela como a contaminação por mercúrio ameaça os habitantes de toda a região amazônica.
A Queda do Céu
O filme, dirigido por Eryk Rocha e Gabriela Cunha, retrata a comunidade Watoriki durante o ritual funerário Reahu.
Baseado nas palavras do xamã e líder Davi Kopenawa, o documentário funciona como crítica xamânica ao garimpo ilegal e às epidemias trazidas por forasteiros.
O filme coloca em primeiro plano a cosmologia Yanomami e os espíritos xapiri, destacando sua força.
Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (Foto: Divulgação)
O filme dirigido por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, acompanha a cineasta e sua irmã Maiza em busca do pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas durante a ditadura militar.
O filme mescla narrativas pessoais e históricas, conectando a jornada da reunião familiar às lutas dos povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios.