Crise de soluço: o que causa e quando ela pode ser perigosa?

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 26 de julho de 2026 às 07:30
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Espasmos no diafragma costumam ser passageiros, mas episódios duradouros exigem investigação de médicos

Crise de soluço: entenda o que causa o espasmo no diafragma e saiba quando o sintoma pode indicar um problema grave de saúde (Foto Arquivo)

 

O soluço é uma reação involuntária do organismo que quase todas as pessoas já experimentaram em algum momento da vida.

No entanto, quando o problema deixa de ser um evento rápido e se transforma em uma crise prolongada, a situação passa a exigir atenção especial.

Médicos gastroenterologistas e neurologistas da Sociedade Brasileira de Clínica Médica explicam que o soluço ocorre devido a um espasmo involuntário do diafragma — músculo que separa o tórax do abdômen —, seguido pelo fechamento repentino das cordas vocais, o que gera o som característico.

Na grande maioria dos casos, o sintoma surge por motivos simples e desaparece espontaneamente em poucos minutos sem deixar sequelas para o corpo.

Principais Causas e Sinais de Alerta

Os profissionais de saúde detalham as origens comuns do problema e quando a crise deve ser encarada como um sinal de alerta:

Gatilhos do dia a dia: Comer rápido demais, ingerir bebidas gaseificadas, engolir ar ao mastigar, mudanças bruscas de temperatura no estômago e crises de estresse emocional.

Irritação do nervo frênico ou vago: Refluxo gastroesofágico, gastrite e distensão abdominal podem irritar os nervos que controlam o diafragma, prolongando os espasmos.

Soluço persistente (mais de 48 horas): Crises que ultrapassam dois dias consecutivos deixam de ser normais e podem indicar alterações metabólicas, inflamações ou problemas neurológicos.

Sintomas associados graves: Quando o soluço vem acompanhado de dor no peito, falta de ar, tontura, dificuldade para engolir ou perda de força de um lado do corpo, o atendimento médico imediato é indispensável.

Tratamento e Recomendações

Para crises passageiras cotidianas, os médicos explicam que manobras simples ajudam a reequilibrar a respiração, como prender o ar por alguns segundos, beber água gelada em pequenos goles ou gargarejar água fria para estimular o nervo vago.

Contudo, se a crise persistir por muitas horas ou interferir no sono e na alimentação, os especialistas orientam procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica completa e prescrição do tratamento adequado.

Fonte: Aqui – Correio Brasiliense