Varíola do macaco: 95% dos casos são transmitidos no sexo, mostra pesquisa

  • Nene Sanches
  • Publicado em 25 de julho de 2022 às 20:00
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Para reduzir o risco de infecção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado

A OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou no sábado (23) que a varíola dos macacos é uma emergência sanitária global.

Com mais de 16 mil casos em 75 países (mais de 600 no Brasil), a doença provocou até agora cinco mortes e é transmitida principalmente no sexo, segundo estudo publicado esta semana no New England Journal of Medicine.

De acordo com notícia publicada pelo portal UOL, a pesquisa avaliou 528 pacientes de 16 países e identificou que 95% das infecções ocorreram por meio do sexo.

Sintomas

O estudo também mostrou que os pacientes têm apresentado sintomas anteriormente não relacionados ao vírus, como lesões genitais únicas e feridas na boca e no ânus, o que pode fazer com que a varíola dos macacos seja confundida com outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis).

“É importante enfatizar que a varíola não é uma IST no sentido tradicional. Ela pode ser adquirida por meio de qualquer tipo de contato físico próximo. No entanto, nosso trabalho sugere que a maioria das transmissões até agora está relacionada principalmente à atividade sexual, mas não exclusivamente, entre homens que praticam sexo com homens”, explicou o principal autor do estudo, John Thornhill.

Como evitar a transmissão?

Apesar de ser principalmente transmitida no sexo, a varíola dos macacos não pode ser prevenida com o uso de camisinha —como ocorre em muitas ISTs.

Isso porque o contágio acontece ao entrar em contato com secreções das lesões na pele da pessoa com a doença ou por gotículas de saliva liberadas ao falar, beijar, tossir, espirrar.

A transmissão ainda pode ocorrer pelo contato com objetos contaminados com fluídos das lesões do paciente infectado.