terça-feira, 22 de setembro de 2026 terça-feira, 22 set 2026 22° 28°/19° Franca
Boi gordo · FrancaR$ 346,0021/09/20260,0%
Café arábica · FrancaR$ 1.550,0021/09/20260,0%
Laranja pêra · FrancaR$ 28,0021/09/20260,0%
Milho · FrancaR$ 62,9321/09/20263,2%
Soja · FrancaR$ 130,0016/09/20260,0%
Algodão pluma · SPR$ 146,0015/09/20260,0%
DólarR$ 5,1121/090,9%
EuroR$ 5,8621/090,9%
Selic13,75%04/11/20260,0%
BitcoinR$ 443.065,0021/095,8%
Boi gordo · FrancaR$ 346,0021/09/20260,0%
Café arábica · FrancaR$ 1.550,0021/09/20260,0%
Laranja pêra · FrancaR$ 28,0021/09/20260,0%
Milho · FrancaR$ 62,9321/09/20263,2%
Soja · FrancaR$ 130,0016/09/20260,0%
Algodão pluma · SPR$ 146,0015/09/20260,0%
DólarR$ 5,1121/090,9%
EuroR$ 5,8621/090,9%
Selic13,75%04/11/20260,0%
BitcoinR$ 443.065,0021/095,8%

Saiba como o uso excessivo do celular prejudica as relações e afeta a concentração

Em tempos de pandemia e isolamento social, parece que fica ainda mais difícil se distanciar do aparelho celular

Compartilhar
Saiba como o uso excessivo do celular prejudica as relações e afeta a concentração
Em tempos de pandemia e isolamento social, parece que fica ainda mais difícil se distanciar do aparelho celular

 

Estamos cada vez mais conectados. Nosso tempo offline é cada vez menor, seja por necessidades do trabalho, seja porque nos sentimos atraídos pelas redes sociais.

E em tempos de pandemia e isolamento social, parece que fica ainda mais difícil se distanciar do aparelho celular.

Essa relação, no entanto, pode acabar se tornando prejudicial, e um “detox digital” pode trazer benefícios.

Nos últimos tempos, celebridades como as cantoras Lorde, 24, Luísa Sonza, 23, e Karol Conká, 35, contaram que se afastaram do telefone por um período, para fugir dos haters ou simplesmente para retomar o controle do tempo e construir uma relação mais saudável com a internet.

Foi mais ou menos isso que buscou a consultora de imagem Mayumi Ichiura: retomar o controle do próprio tempo.

Aos 25 anos, ela conta que não estava conseguindo separar a vida pessoal do trabalho e, por isso, resolveu que desligaria o celular e o notebook aos sábados e domingos, durante três meses.

“Percebi que mesmo no final de semana eu estava trabalhando”, diz. “Minha solução foi desligar o celular, porque eu estava no automático.”

Ela lembra que, de tão conectada, acabou se distanciando da própria família. “Não percebi tantas coisas que estavam acontecendo ao meu redor, como o crescimento da minha filha”, diz ela sobre a criança, de 1 ano e dois meses.

Mayumi diz que, após se submeter ao detox digital, até sua performance no trabalho melhorou. “Me ajudou a estabelecer metas”, afirma.

E conta que aprendeu a aproveitar melhor cada momento. “Lembrei que eu gostava de ver séries, ler livros e ficar com a minha família.”

Segundo uma pesquisa realizada pela Kantar, o Brasil é um dos países em que as pessoas mais passam tempo no celular. De acordo com o levantamento, os brasileiros gastam 4,2 horas por dia no aparelho, em média.

A estudante Caroline Coelho, 22, diz que já costumava ficar um ou dois dias sem mexer no aparelho, mas decidiu que faria um detox mais significativo, de um mês, durante o isolamento social. “Eu estava me sentindo cansada de ficar me comunicando com as pessoas através da internet.”

Indicadores Agro
Boi gordo arroba · Franca
R$ 346,00 0,0% 21/09/2026
Café arábica saca 60kg · Franca
R$ 1.550,00 0,0% 21/09/2026
Laranja pêra cx 40,8kg · Franca
R$ 28,00 0,0% 21/09/2026
Milho saca 60kg · Franca
R$ 62,93 3,2% 21/09/2026
Soja saca 60kg · Franca
R$ 130,00 0,0% 16/09/2026
Algodão pluma 15kg · São Paulo/SP
R$ 146,00 0,0% 15/09/2026
Atualizado 21h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

Caroline conta que no início se sentiu deslocada e chegou a pensar se valeria a pena insistir no detox, mas hoje reconhece os benefícios -ela diz, por exemplo, que se sentiu até mais disposta para fazer outras atividades.

“Foi um momento em que comecei a me aproximar mais das artes, uma coisa que sempre gostei muito de fazer”, pontua, sobre ter voltado a desenhar.

Não existem fórmulas prontas no processo de reeducação digital, e cada um deve buscar os meios que melhor atendam às suas necessidades.

A professora e estudante de psicologia Glaucia Sena, 29, por exemplo, dividiu seu detox em duas etapas. Na primeira, que durou 15 dias, ela manteve apenas os aplicativos essenciais em seu aparelho. “Exclui as redes sociais e fiquei apenas com o WhatsApp, porque preciso para trabalhar”, conta.

Previsão do tempo · Franca
22°
Franca/SP
Mín 19° · Máx 28°
Umidade 64%
Qua
🌧
25°
18°
Qui
🌧
25°
17°
Sex
🌧
27°
16°
Sáb
28°
16°
Dom
30°
17°

Já na segunda etapa, ela agora tenta reduzir o uso do aparelho no dia a dia, deixando o celular fisicamente longe. E conta também com o auxílio de aplicativos que regulam o tempo de uso.

A professora usa a expressão “sobrecarga digital” para resumir o cansaço que sentia por passar muito tempo conectada a aparelhos eletrônicos.

“O tempo que eu tinha para fazer coisas legais eu ficava na frente do celular”, relembra. “Comecei a me sentir preguiçosa e com a vista mais cansada.”

Glaucia conta que hoje tenta não mexer no celular nos períodos da tarde e da noite, e aos finais de semana também evita o aparelho, principalmente na sexta e no sábado.

Para reduzir o uso, ela também foca em outras atividades, como passear com sua cadela, praticar meditação e exercício físico e cuidar de seu jardim vertical. “A questão do cuidado com as plantas me ajudou.”

Além disso, a professora diz que voltou a pintar. “Fiz aula de pintura de tecido ainda criança, lá pelos 10, 12 anos. Nessa faixa etária mudei de escola e as dificuldades aumentaram, então precisei priorizar os estudos ‘obrigatórios’ ,mas a pintura era algo que eu gostava de fazer”, relembra.

Ela conta ainda que, antes do detox, buscava no celular algo que a preenchesse, e escrever seus sentimentos em um papel também ajudou. “Às vezes não sabemos o que estamos procurando, então escrever colaborou neste sentido.”

O que dizem os especialistas

O psicólogo e psicanalista Francisco Nogueira, 42, afirma que os aparelhos celulares são desenvolvidos de forma a prender a atenção do usuário.

Loterias
Mega-Sena Concurso 3060 20/09/2026 Acumulou Último resultado
06 15 23 36 37 38

Prêmio estimado: R$ 32.000.000,00 Próximo: 22/09/2026

Quina Concurso 7122 20/09/2026 Acumulou Último resultado
22 33 35 36 72

Prêmio estimado: R$ 1.300.000,00 Próximo: 21/09/2026

Lotofácil Concurso 3784 20/09/2026 Último resultado
01 02 08 10 11 12 15 16 18 19 20 21 22 24 25

Prêmio estimado: R$ 2.000.000,00 Próximo: 21/09/2026

Atualizado 21/09/2026 22h30

“Existe o termo nomofobia, que é o medo de ficar sem o celular. Uma fobia que acomete aqueles que desenvolvem uma relação de adição com o eletrônico.”

Pesquisadora de educação digital, Denise Lourenço, 41, acrescenta que as redes sociais e demais aplicativos são “repletos de reforços positivos sutis que desencadeiam liberação de dopamina”, neurotransmissor ligado à motivação e ao prazer.

Segundo ela, o “viciante” é o inesperado -por exemplo, quando alguém publica uma foto em uma rede social e fica na expectativa de que uma pessoa especial possa deixar uma curtida ou um comentário. “É saber que algo pode acontecer, sem saber quando ou se, de fato, vai acontecer”, completa Denise.

Nogueira afirma que o vício em celular pode prejudicar a qualidade das relações sociais, bem como a capacidade de concentração e o desenvolvimento de pensamentos complexos.

Notas de falecimento
  • VERA LUCIA DOS SANTOS Falecimento 21/09/2026
  • RN DE EMILY BERNAL CAMPOS SANTANA Falecimento 21/09/2026
  • CELIO DOMINGOS DE OLIVEIRA Falecimento 21/09/2026

Ver todas →

“Tudo vai sendo minado por recursos que são imediatos de estímulo de respostas. As pessoas começam a ficar presas nesse tipo de interação”, diz.

E lembra, ainda, que usar o celular durante a noite prejudica a produção de melatonina, substância ligada ao ciclo biológico de sono e vigília, que no organismo é produzida na ausência de estímulos luminosos. “Há uma piora do sono quando usamos telas à noite, próximo [do horário] de dormir”, diz Nogueira.

O psicólogo afirma que, em momentos de estresse, algumas pessoas recorrem ao aparelho em busca de uma descarga de tensão imediata.

“Quando você fica sem o celular, a dificuldade é aguentar o acúmulo de tensões e problemas complexos. Precisamos ter a capacidade psíquica para suportar [os desafios], e desenvolvemos isso na vida real mesmo.”

Segundo ele, é necessário avaliar se o uso do aparelho traz algo significativo. “Precisamos realmente não ficar dependentes de nada, seja do que for. A vida é dura, não há existência sem sofrimento.”

Uma relação positiva com a internet requer reeducação. É o que sugere a pesquisadora Denise. “É urgente repensar a relação que temos com os aplicativos e estabelecer não apenas jejuns regulares, mas estratégias para evitar o vício.”

*Conteúdo Folhapress

Autor

Nina Ribeiro

Redação · Jornal da Franca

5.359 matérias publicadas Ver perfil