O Vietnã, a Indonésia e a China seguem como as principais origens dos calçados importados pelo Brasil. Entre os três países, o mercado vietnamita liderou as compras brasileiras tanto em setembro quanto no acumulado de janeiro a setembro, com crescimento no volume e no valor das importações.
Em setembro, o Brasil importou 1,6 milhão de pares do Vietnã, ao custo de US$ 36,28 milhões. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento de 19,5% no volume e de 39,4% na receita.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações vietnamitas somaram 11 milhões de pares e US$ 250,66 milhões, altas de 17,8% e 31,1%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025.
Indonésia registra queda
A Indonésia aparece na sequência entre os principais fornecedores do mercado brasileiro. Em setembro, foram importados 649,5 mil pares do país, por US$ 12,53 milhões.
O resultado representa queda de 18% no volume, mas aumento de 2% no valor, na comparação com o mesmo mês de 2025.
De janeiro a setembro, as importações provenientes da Indonésia totalizaram 6 milhões de pares, com receita de US$ 109,65 milhões.
Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, houve redução de 14% na quantidade e aumento de 1,4% no valor desembolsado.
Compras da China crescem
A China completa a lista dos três principais fornecedores de calçados ao Brasil. Em setembro, o país exportou para o mercado brasileiro 462 mil pares, que movimentaram US$ 3,78 milhões.
Na comparação com o mesmo mês de 2025, os resultados representam aumentos de 45% no volume e de 24,4% na receita.
No acumulado de janeiro a setembro, as importações chinesas alcançaram 10,74 milhões de pares, ao custo de US$ 37,5 milhões.
Os números correspondem a altas de 22,5% na quantidade e de 9,5% no valor, em relação ao mesmo período do ano passado.
Importações de componentes
Além dos calçados prontos, o Brasil ampliou as importações de componentes utilizados na fabricação do produto, como cabedais, solas, saltos e palmilhas. Entre janeiro e setembro, as compras desses itens no exterior somaram US$ 39,6 milhões, valor 14,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
China, Paraguai e Vietnã foram as principais origens dos componentes importados pelo mercado brasileiro.




