Ribeirão Preto já registrou 545 picadas de escorpião em 2018

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 28 de novembro de 2018 às 08:12
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:11
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Número apurado até outubro é maior que o total registrado em 2016 e 2017

 

O número de picadas de escorpião registrado em Ribeirão Preto até outubro deste ano já superou as médias de 2016 e 2017 juntas, com ao menos duas pessoas feridas por dia, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde.  

Nos últimos 10 meses, 545 casos foram computados, incluindo a primeira morte em cinco anos.  

João Victor de Paula, 8 anos, morreu em maio, no Jardim Salgado Filho. Ele teria sido picado pelo animal peçonhento em um terreno baldio, enquanto ajudava o pai a limpar a área.  

“Primeiro ele falou que tinha encostado em um bicho, mas não disse o que era. Depois, começou a chorar e dizer que estava sentindo a perna inteira dormente. Foi aí que corrermos com ele para o hospital”, disse o tio, Francisco Carvalho de Paula, ao ACidade ON.  

Apesar da tentativa de socorro na UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde) do Quintino Facci 2 e, em seguida, no Hospital das Clínicas, o menino não resistiu ao ferimento e morreu dois dia depois. 

Nesta segunda-feira (26), após a divulgação do levantamento de ocorrências, a coordenadora do Programa de Divisão de Vigilância Ambiental, Lúcia Teixeira, chamou a atenção da população para as medidas preventivas cabíveis, principalmente nesta época do ano.  

De acordo com a especialista, a combinação entre chuva e calor pode influenciar na aparição dos animais.  

“Evitar acúmulo de lixo nas áreas externas é o principal, para que não entrem nos domicílios e causem mais acidentes. Caso aconteça, é importante que a vítima procure uma unidade de saúde imediatamente e o médico priorize o atendimento, fazendo o bloqueio anestésico. Isso consiste em anestesiar até três vezes o local em que ocorreu a picada”, explica. 

Ministério da Saúde  

O Ministério da Saúde também destacou em sua página da internet os riscos deste tipo de lesão e a inclusão dos acidentes por animais peçonhentos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) na lista das doenças tropicais negligenciadas.  

A publicação diz que os grupos mais vulneráveis são trabalhadores de construção civil, crianças e pessoas que permanecem maiores períodos dentro de casa ou nos arredores, como quintais, e, ainda nas áreas urbanas, funcionários de madeireiras, transportadoras e distribuidoras de hortifrutigranjeiros, por manusear objetos e alimentos onde os escorpiões podem estar alojados. 

Como prevenir:  

– Manter jardins e quintas limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e matérias de construção nas proximidades das casas. 
– Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas. Manter a grama aparada. 
– Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto às casas. 
– Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois as aranhas e escorpiões podem se esconder neles e picam ao serem comprimidos contra o corpo. 
– Não pôr as mãos em buracos, sob pedras e troncos podres. É comum a presença de escorpiões sob dormentes da linha férrea. 
– Como muito destes animais apresentam hábitos noturnos, a entrada nas casas pode ser evitada vedando as soleiras das portas e janelas. 
– Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques. 
– Combater a proliferação de insetos, para evitar o aparecimento dos escorpiões que deles se alimentam. 
– Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes, consertar rodapés despregados e colocar saquinhos de areia nas portas. 
– Afastar as camas e berços das paredes. 
– Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão. 
– Não pendurar roupas nas paredes.  

*Fonte: Ministério da Saúde     

Arte: Divulgação/Secretaria Municipal de Saúde

( * Publicado no site a cidadeon.com)