Saiba a referência diária de cafeína para adultos, conheça os sinais de consumo excessivo e entenda porque o horário do café importa
O café faz parte da rotina de milhões de brasileiros, seja no começo do dia, depois do almoço ou durante uma pausa no trabalho. Mas, embora seja uma bebida popular, o consumo de cafeína exige atenção à quantidade ingerida e à reação de cada organismo.
Para a maioria dos adultos saudáveis, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) considera que até 400 miligramas de cafeína por dia geralmente não representam preocupação de segurança. Esse valor, porém, é uma referência, não uma meta de consumo.
Quantas xícaras de café são demais?
A quantidade de cafeína varia conforme o tipo de bebida, o método de preparo e o tamanho da porção. Segundo estimativas citadas pela EFSA, uma porção de 200 mililitros de café coado contém cerca de 90 miligramas de cafeína. Já um expresso de 60 mililitros tem aproximadamente 80 miligramas.
Esses valores são estimativas e podem variar. Por isso, contar apenas as xícaras não é suficiente para calcular o consumo diário.
A referência também muda para alguns grupos. Para gestantes e mulheres que amamentam, a EFSA recomenda considerar um limite de até 200 miligramas por dia, somando todas as fontes de cafeína.
Quais são os sinais de excesso?
Dificuldade para dormir, ansiedade, irritabilidade, tremores e palpitações estão entre os sinais que podem aparecer quando a cafeína é consumida em excesso ou quando a pessoa é mais sensível à substância.
O horário também faz diferença. Mesmo quantidades moderadas podem prejudicar o sono de algumas pessoas quando consumidas perto da hora de dormir.
Quem percebe esses efeitos pode observar se eles estão relacionados ao café e conversar com um profissional de saúde sobre a necessidade de reduzir o consumo ou antecipar a última dose do dia.
Atenção aos ingredientes adicionados
Além da cafeína, vale observar o que vai na xícara. Açúcar, leite condensado, xaropes e cremes podem aumentar o valor energético da bebida. Canela e cacau sem açúcar são alternativas para variar o sabor.
O principal cuidado é considerar a alimentação como um todo e respeitar a própria tolerância à cafeína. Mais importante do que seguir um número fixo de xícaras é prestar atenção à quantidade consumida, ao horário e aos sinais do organismo.




