Falso site do TSE usa dados reais de eleitores para aplicar golpe do Pix de R$ 47,90. Saiba como identificar a fraude e proteger seu voto
Às vésperas das Eleições 2026, eleitores precisam redobrar a atenção contra uma nova fraude sofisticada detectada por especialistas em segurança digital.
Um site falso que imita o visual e os serviços do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está utilizando dados pessoais reais (como nome completo e nome da mãe) para convencer vítimas de que possuem débitos eleitorais, exigindo o pagamento de R$ 47,90 via Pix.
Identificado inicialmente pela empresa de segurança ESET, o golpe aposta na engenharia social para criar um forte sentimento de urgência e medo, ameaçando o cidadão com o impedimento do voto e restrições em serviços governamentais caso a suposta pendência não seja quitada imediatamente.
Como Funciona o Golpe do “Falso TSE”
Ao acessar a página fraudulenta — que usa nomes como “Consulta de Situação Eleitoral” —, o usuário digita seu CPF. Para ganhar credibilidade, o site exibe o nome completo e o nome da mãe do eleitor, mascarando dados como zona, seção e número do título.
Em seguida, o sistema inventa uma irregularidade dividida em três fatias:
– R$ 26,00 por ausência eleitoral;
– R$ 14,90 em encargos legais e administrativos;
– R$ 7,00 de taxa de regularização cadastral.
Após pressionar o usuário com alertas alarmistas, a página direciona para um QR Code de pagamento via Pix. Segundo análises da ESET, o dinheiro arrecadado não vai para os cofres públicos, mas sim para contas de empresas intermediárias ou laranjas.
Como Identificar o Site Falso e Evitar a Fraude
Para não cair em armadilhas cibernéticas neste período eleitoral, preste atenção nestes sinais cruciais:
Olhe o endereço (URL): Os canais oficiais da Justiça Eleitoral terminam obrigatoriamente com o domínio “tse.jus.br”. O site falso analisado operava sob um domínio genérico terminado em “.online”;
Desconfie da cobrança e da pressa: O TSE não cobra taxa para consulta de situação eleitoral, e eventuais multas oficiais geram guias de pagamento direcionadas exclusivamente ao Tesouro Nacional (confira sempre o recebedor no app do banco antes de pagar);
Cuidado com os dados: O fato de o site exibir seu nome ou nome da mãe não significa que ele seja oficial. Criminosos cruzam informações vazadas na internet para dar um verniz de legitimidade à fraude;
Fuja de links patrocinados ou mensagens: Evite clicar em links de redes sociais, e-mails ou mensagens de WhatsApp sobre situação eleitoral.
O Que Fazer se Caiu no Golpe?
Não pague nada e encerre a página imediatamente se perceber que o site é suspeito;
Se o Pix já tiver sido realizado, contate o seu banco imediatamente para relatar a fraude e solicitar a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução);
Registre um Boletim de Ocorrência (BO), guardando todos os comprovantes de transação, links e prints das telas;
Para checar sua real situação com segurança, utilize apenas os canais oficiais: acesse o site oficial do TSE ou abra o aplicativo e-Título no seu celular.
Fonte: TechTudo




