Mesmo com cenário adverso, produção de sapatos segue como um dos grandes motores da economia de Franca e região
Se por um lado as importações seguem em alta, as exportações de calçados caminham na direção oposta — combinação que derrubou em 55,1% a balança comercial do setor no primeiro semestre, o pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1997.
Entre janeiro e junho, as exportações somaram 49 milhões de pares e US$ 408,2 milhões, com retração de 7% em volume e 17,9% em receita na comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, foram embarcados 8,1 milhões de pares, gerando US$ 59,16 milhões — alta de 18,1% em volume, mas queda de 15,7% em receita.
Apesar da instabilidade provocada pelas tarifas de importação sobre o produto brasileiro, os Estados Unidos se mantiveram como principal destino.
No semestre, foram enviados ao país 5,6 milhões de pares, que renderam US$ 85,25 milhões — recuos de 3,6% em volume e 23,6% em receita frente ao mesmo intervalo de 2025.
Em junho, as exportações para o mercado norte-americano caíram 20,7% em volume (805,56 mil pares) e 17,9% em receita (US$ 17 milhões), ainda sob impacto de uma base de comparação elevada no ano anterior.