Eleições 2016: a disputa já começou nas redes sociais

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 30 de outubro de 2015 às 08:40
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 17:29
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As eleições para prefeito e vereadores serão em outubro de 2016, mas já tem muito candidato pensando nas estratégias que vão utilizar nas redes sociais – outros já com ações efetivas – para alcançar de maneira mais eficaz os eleitores, afinal, o que ocorre no âmbito digital tem grande influência no que ocorre fora das redes digitais.

Nas eleições do ano passado para Presidente e Governador já foi possível identificar a importância que os candidatos deram para as redes sociais, contratando boas (e caras) equipes de especialistas em marketing político digital. Foi possível acompanhar o dia a dia dos políticos, principalmente via Twitter e Facebook e também com vídeos produzidos especialmente para o Youtube.

Para as próximas eleições, os candidatos antenados com a Internet vão utilizar outra ferramenta que está crescendo em usuários no Brasil: o Pericope, uma plataforma de transmissão ao vivo pelo celular. Esse será o novo palanque dos políticos. A ferramenta é muito simples. Basta estar conectado a uma rede de internet (wi-fi ou pacote de dados/internet), acessar o aplicativo, dar um nome ao evento e fazer a transmissão em tempo real, em qualquer hora, de qualquer lugar.

Em 2016 teremos também eleições presidenciais nos Estados Unidos. E os gurus das mídias sociais já estão de olho nas tendências de uso da Internet nas campanhas de lá, visto que a de Obama, por exemplo, é sempre um referencial em inovações, criatividade, humanização do candidato e jogo de cintura.

Aliás, para as eleições americanas o Twitter apresentou um botão de doação de verbas financeiras para os candidatos dentro da própria ferramenta. Isso quer dizer que, cada vez mais, as redes sociais serão importantes plataformas utilizadas para conquistar e se aproximar do eleitor, não apenas durante as eleições, diga-se de passagem.

Mas é necessário saber marcar presença no ambiente virtual. Não dá pra fazer nas redes o que a maioria dos políticos no Brasil fazem, ou seja, transformar essas plataformas em canais de via única. Lá o diálogo deve ser franco e aberto, portanto, equipe de redes sociais e candidato precisam estar alinhados para a comunicação fluir com o menor ruído, se é que isso é possível diante do cenário político atual que vivemos.

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.