Entenda o que é o AVC ao despertar, conheça os principais sinais de alerta e saiba por que o atendimento rápido é essencial para reduzir o risco de sequelas
Nem todo acidente vascular cerebral (AVC) acontece enquanto a pessoa está acordada. Em algumas situações, o problema ocorre durante o sono e os sintomas só são percebidos quando ela desperta. Esse quadro é conhecido como wake-up stroke, expressão utilizada para descrever o AVC identificado ao acordar.
A pessoa pode ir dormir aparentemente bem e, pela manhã, apresentar dificuldade para falar, alteração na visão, fraqueza em um dos lados do corpo ou problemas de equilíbrio. Como não há alguém acompanhando o início do episódio, o momento exato em que o AVC aconteceu pode ser desconhecido.
Essa característica exige atenção especial. O Ministério da Saúde orienta que, quando os sintomas são percebidos ao despertar, os profissionais considerem como referência o último momento em que a pessoa foi vista sem alterações, geralmente antes de dormir.
Quais sinais podem aparecer ao acordar?
Os sintomas do AVC durante o sono são semelhantes aos observados quando o episódio acontece durante o dia. Entre os principais sinais de alerta estão:
Fraqueza ou formigamento: principalmente em um lado do rosto, braço ou perna;
Alteração facial: um lado da boca pode ficar caído ou assimétrico;
Dificuldade para falar: a pessoa pode apresentar fala enrolada ou dificuldade para encontrar palavras;
Problemas de compreensão: dificuldade para entender o que outras pessoas dizem;
Alterações na visão: perda ou dificuldade súbita para enxergar;
Desequilíbrio: tontura repentina, falta de coordenação ou dificuldade para caminhar;
Dor de cabeça intensa: especialmente quando surge de forma súbita e sem causa aparente.
A ausência de dor de cabeça não descarta a possibilidade de AVC. Também não é necessário que todos os sintomas apareçam ao mesmo tempo: uma única alteração súbita já pode justificar a suspeita.
O que fazer diante da suspeita?
Se alguém acordar com sinais compatíveis com AVC, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente. No Brasil, deve-se acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192.
É importante informar à equipe o horário em que a pessoa foi vista bem pela última vez, além do momento em que os sintomas foram percebidos. Essas informações ajudam os profissionais a avaliar o quadro e definir as possibilidades de tratamento.
Não se deve esperar que os sintomas desapareçam espontaneamente. Mesmo quando as alterações melhoram, pode ter ocorrido um ataque isquêmico transitório, que também exige avaliação médica urgente.
Por que o tempo faz diferença?
O AVC acontece quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido por uma obstrução ou quando um vaso se rompe, provocando sangramento. Nos dois casos, as células cerebrais podem ser comprometidas.
Quanto mais rápido o paciente recebe atendimento, maiores podem ser as possibilidades de tratamento e recuperação. No AVC isquêmico, por exemplo, determinados pacientes podem ser elegíveis para terapias que buscam restabelecer a circulação.
A escolha depende de exames, avaliação médica e critérios específicos, inclusive nos casos identificados ao despertar.
Como reduzir o risco de AVC?
O controle dos fatores de risco é uma das principais medidas de prevenção. Entre eles estão pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e algumas doenças cardiovasculares.
Manter o acompanhamento de saúde, seguir as orientações médicas, não fumar, praticar atividade física regularmente e adotar hábitos alimentares equilibrados ajudam a reduzir o risco.
A principal mensagem é não ignorar alterações neurológicas repentinas, mesmo quando aparecem logo depois de uma noite de sono. Diante de qualquer suspeita, cada minuto importa: acionar o atendimento de emergência pode fazer diferença na recuperação.
Fonte: Saúde em Dia




