Anticoncepcional em chip promete proteção de 1 ano e corpo definido

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 29 de dezembro de 2017 às 00:13
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:30
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Implante hormonal deve ter indicação médica e não são todas as mulheres que estão aptas ao uso

O anticoncepcional em chip é um implante indicado para suprimir a menstruação e a ovulação, garantindo assim proteção contra uma gravidez indesejada. Composto pelo hormônio sintético feminino gestrinona, ele não interfere na produção de testosterona, o que ocorre com outros métodos contraceptivos hormonais.

Apesar de inicialmente ter seu uso orientado como um anticoncepcional, o chip se mostrou útil na melhora da disposição física, aumento da libido, ganho de massa muscular, eliminação de gordura corporal e até mesmo redução da celulite. Por isso, também ficou conhecido popularmente como “chip da beleza”.

A indicação e o uso do chip hormonal como contraceptivo não é proibido ou negativo, desde que, claro, orientado por um médico. Nesse caso, como cada pessoa possui um perfil hormonal distinto, uma avaliação individual sobre a possibilidade de usar o implante é essencial.

Já a utilização do método como simples aliado da beleza não é considerada positiva porque, assim como qualquer medicamento, ele possui efeitos colaterais.

Efeitos colaterais do “chip da beleza”

Os efeitos adversos do implante estão relacionados ao aumento da testosterona livre, quadro que pode resultar em aparecimento de acne, aumento de oleosidade na pele, surgimento de pelos, queda de cabelos e até rouquidão da voz.

O anticoncepcional em chip ainda deve ser evitado por mulheres obesas, com hipertensão, tendência à acne, que sofrem de alguma doença cardíaca, diabetes ou problemas relacionados ao colesterol alto.

O implante hormonal pode ser colocado em qualquer parte do corpo. Mas, o mais comum é que a aplicação seja feita nos glúteos. O procedimento, que dura menos de dez minutos, é realizado com anestesia local e, portanto, indolor.

Após a implantação do chip, o hormônio é liberado gradativamente na corrente sanguínea da paciente, com dosagem personalizada, por um período que pode variar entre seis meses e um ano. Ele atua bloqueando a ovulação ao inibir a produção de estrogênio e progesterona, sem interferir na produção natural de testosterona.