Vai comprar celular usado? Saiba como consultar o IMEI na Anatel, evitar golpes e fugir do crime de receptação
A compra de um celular usado exige atenção redobrada dos consumidores, especialmente diante de recentes operações policiais que desmantelaram grandes redes de roubo e receptação de aparelhos no país.
Adquirir um dispositivo sem procedência clara não resulta apenas na perda do bem e do dinheiro investido: o comprador pode responder criminalmente por receptação culposa, mesmo que tenha agido por total desconhecimento.
O risco é real. Quando o preço é excessivamente baixo ou as circunstâncias da negociação geram suspeitas, a Justiça entende que o comprador deveria ter desconfiado da ilegalidade. A consequência imediata inclui a apreensão do smartphone e a abertura de inquérito policial.
Passo a Passo: Como Chegar a Origem do Aparelho
Para evitar cair em ciladas e garantir uma compra 100% segura, especialistas e órgãos oficiais recomendam procedimentos simples de verificação:
O Código IMEI é o seu escudo: O IMEI funciona como o “chassi” do veículo. Para descobri-lo, basta digitar *#06# no teclado do telefone para que a sequência de 15 dígitos apareça na tela;
Consulte a Anatel: Com o número em mãos, acesse gratuitamente o portal Celular Legal (da Agência Nacional de Telecomunicações). O sistema informa em segundos se há bloqueio por furto, roubo ou perda;
Confronte os dados: Sempre que possível, compare o IMEI da tela com o impresso na caixa original do produto ou sob a bateria (em modelos mais antigos). Lembre-se: celulares dual SIM possuem dois números de IMEI, e ambos devem ser verificados. Divergências apontam fraude.
Sinais de Alerta: Quando Desconfiar da Oferta
Além da checagem técnica do aparelho, alguns comportamentos do vendedor e detalhes da negociação devem acender o sinal vermelho:
Preços milagrosos: Desconfie de ofertas muito abaixo da média de mercado para o modelo específico;
Ausência de Nota Fiscal: A nota é a maior prova de origem lícita. A falta dela — ou desculpas evasivas para não emiti-la — deve ser tratada com desconfiança;
Falta de acessórios: A ausência crônica da caixa original, carregador e manuais também é um indicativo negativo;
Locais de encontro e pagamento: Evite fechar negócios em locais públicos sem segurança (como ruas desertas ou praças). Desconfie de vendedores que exigem pagamento estritamente em dinheiro em espécie e se recusam a emitir qualquer comprovante de transferência ou recibo.
Fonte: Aqui – Correio Brasiliense




