A região administrativa de Franca registrou, em setembro, o pagamento do Auxílio-Aluguel a 267 mulheres vítimas de violência doméstica inscritas no programa até agosto.
O valor repassado na região foi de R$ 133,5 mil. No Estado, mais de 6,1 mil mulheres receberam o benefício no mês, com repasse superior a R$ 3 milhões.
Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, mais de 9,8 mil mulheres receberam o benefício por pelo menos um mês, e o investimento no período ultrapassou R$ 33 milhões.
Dados consolidados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) traçam o perfil das beneficiárias.
Política pública
A faixa etária de 25 a 34 anos reúne a maior parcela, com 37,2%. Entre elas, 81,5% têm filhos, com média de 1,85 dependente por beneficiária, e 90,3% estão inscritas no CadÚnico. Quanto à raça/cor, 47,8% são brancas, 41,9% pardas e 9,9% pretas.
“A concentração das beneficiárias na faixa de 25 a 34 anos e o fato de a maioria ter filhos reforçam a importância de políticas públicas que promovam autonomia financeira e ofereçam condições para que essas mulheres possam romper o ciclo da violência e reconstruir suas trajetórias pessoais e familiares”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Andrezza Rosalém.
“O Auxílio-Aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Mais do que números, ele proporciona condições reais para as mulheres preservarem a própria vida com dignidade e segurança”, afirma a secretária.
Alcance e funcionamento
A iniciativa chegou a 593 municípios paulistas, o equivalente a 91,9% da cobertura territorial, o que evidencia o papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.
O programa oferece ajuda mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período, para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.
Podem solicitar o benefício mulheres que tenham medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e tenham renda, até o momento da separação, de até dois salários mínimos.
Cadastro na própria cidade
O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado diretamente às beneficiárias por meio de Poupança Social no Banco do Brasil.
“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel, além de um importante suporte financeiro, é uma ferramenta para o resgate da autonomia e dignidade.”
Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais e amplia o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento para as mulheres atendidas em todo o Estado.
Onde buscar atendimento
- Assistência Social: CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
- Saúde: UBS (Unidades Básicas de Saúde), pronto-socorros e hospitais;
- Segurança Pública: DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), distritos policiais, batalhões da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros;
- Sistema de Justiça: Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil;
- Canais de orientação e denúncia: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190, em situações de emergência.




