Privação de sono reduz reflexos e aumenta drasticamente os riscos de acidentes graves nas estradas
Estudos mostram que dirigir com sono é tão perigoso quanto sob efeito de álcool. Veja como prevenir acidentes (Foto Já Imaginou Isso?)
Assumir a direção de um veículo em estado de cansaço extremo representa uma das maiores ameaças à segurança no trânsito, comparável aos efeitos do consumo de bebidas alcoólicas.
Pesquisadores e médicos da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego reforçam que a privação de sono afeta diretamente o funcionamento do cérebro, comprometendo funções cognitivas essenciais para a condução segura de um automóvel.
Estudos da instituição apontam que permanecer 18 horas acordado provoca no organismo uma perda de capacidade de reação semelhante à de uma pessoa com 0,05% de teor alcoólico no sangue.
Perda de Reflexos e Riscos nas Estradas
Os médicos especialistas em medicina do tráfego detalham como o cansaço afeta as habilidades do motorista:
Redução do tempo de reação: O cérebro fatigado demora substancialmente mais tempo para processar informações e acionar os freios diante de um obstáculo imprevisto.
Aparição dos microsonos: Momentos involuntários em que o condutor adormece por 2 a 5 segundos sem perceber, período suficiente para percorrer dezenas de metros sem nenhum controle do veículo.
Falhas de julgamento e atenção: A fadiga reduz a visão periférica, a capacidade de manter o carro na faixa correta de rolamento e a precisão no cálculo de distâncias.
Aumento da agressividade: O cansaço físico e mental eleva a irritabilidade ao volante, favorecendo manobras arriscadas e imprudentes.
Prevenção e Recomendações
Os especialistas alertam que estratégias populares para espantar o sono no volante, como abrir as janelas, ligar o ar-condicionado no máximo ou ouvir música alta, oferecem apenas uma falsa sensação de alerta temporário e não evitam os acidentes.
A única medida eficaz para combater a fadiga é o descanso. Antes de pegar a estrada em viagens longas, a orientação da associação é garantir de 7 a 8 horas de sono restaurador e planejar paradas a cada 2 horas de viagem para caminhar e reidratar o corpo.