Israel detecta primeiro caso de ‘flurona’, dupla infecção de Covid e gripe influenza

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 2 de janeiro de 2022 às 18:00
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Médicos dizem que ocorrência rara foi diagnosticada em uma jovem grávida, mas suspeitam que haja mais episódios no país

O primeiro caso de uma rara mistura de duas infecções, gripe e Covid-19, apelidada de “flurona”, foi detectado em Israel. Relatórios locais disseram que a paciente era uma jovem grávida, que estava no hospital, embora tivesse apenas sintomas leves.

“Ela foi diagnosticada com gripe e coronavírus assim que chegou”, disse Arnon Vizhnitser, diretor do departamento de ginecologia do Hospital Beilinson na cidade de Petah Tikva.

Autoridades de saúde israelenses estudam o caso para determinar se a combinação causa maior gravidade da doença. Esta é a primeira ocorrência documentada de “flurona” detectada no mundo, mas os médicos acreditam que possa haver mais infecções do tipo no país.

A doença é a mesma

O professor Arnon Vizhnitser falou sobre o assunto ao jornal local Hamodia, segundo notícia de O Globo:

“Ambos os testes deram positivo, mesmo depois de verificarmos novamente. A doença é a mesma. Elas são virais e causam dificuldade para respirar, pois ambos atacam o trato respiratório superior”,  explicou, dizendo que a mulher deve receber alta na quinta-feira.

Segundo o médico, casos de mulheres grávidas com gripe têm sido frequentes no hospital.

Doença respiratória

“É definitivamente um grande desafio lidar com uma mulher que chega com febre no parto. Isso é especialmente desafiador quando você não sabe se é coronavírus ou gripe, então você os trata da mesma forma. A maior parte das doenças é respiratória”, relatou.

O fato ocorreu depois que o ministro da Saúde de Israel disse na última sexta-feira (31) que o país está estendendo sua oferta de uma quarta dose de vacina para idosos em instituições de cuidados.

Israel já havia estendido o lançamento da quarta dose para pessoas com imunidade enfraquecida, tornando-se um dos primeiros países a fazê-lo, na esperança de conter o aumento de casos impulsionado pela variante Ômicron.


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